Monday, November 21, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor- Cap4

Capítulo 4: O Salão Sonserino

Harry já estava agora na sua cama quentinha e aconchegante. Certificou-se que Rony estava dormindo profundamente e fechou as cortinas em volta de sua cama a fim de ter um momento íntimo consigo mesmo. Por mais que não quisesse, precisava se entregar ao que estava sentindo. O gosto de Draco ainda estava em sua boca, seu cheiro ainda entranhado em sua pele. Harry respirou fundo. Seria aquilo real mesmo ou tudo não se passava de um feitiço, de outro plano malicioso que Draco estaria aprontando contra ele? Havia momentos que ele desejava realmente estar enfeitiçado e em outros momentos desejava que tudo fosse verdadeiro. Tocou seus lábios com a mão enquanto fechava os olhos levemente. Deixou com que sua outra mão deslizasse por sua própria pele enquanto se entregava aos pensamentos. Pensamentos eróticos que envolviam seu inimigo. Harry se tocou por cima da calça, apertando seu sexo. Em seguida, abriu a calça para sua mão entrar em contato com seu membro e o pôs para fora. Apertou e deslizou sua mão enquanto prendia os gemidos. Os acontecimentos da noite anterior, em que Draco salvara sua vida, vieram nitidamente em sua visão. As lembranças pararam de rodar confusas em sua cabeça e finalmente pararam de parecer alucinações, tornando-se reais. Só agora que Harry se permitira pensar sobre isso. E ele pensava lembrando de todos os detalhes, querendo sentir e reviver cada momento.
Lembrou que ao abrir os olhos, depois de sentir-se puxado pela chave do portal que Malfoy o fez segurar, vira o rosto de Snape além do de Draco o observando. Depois havia visto uma luz e havia desmaiado. Quando acordara, encontrou-se amarrado, totalmente imobilizado. Sentiu cordas, desta vez cordas de verdade, prendendo suas mãos e seus pés. E quando despertou, viu que estava completamente nu. Somente sua capa estava em seu corpo, mas ela não escondia absolutamente nada. Quando olhou para frente sentiu seu coração disparar. Draco Malfoy e Severus Snape encontravam-se a sua frente o observando. Estavam olhando para o seu corpo. Harry sentiu-se extremamente envergonhado, estava totalmente exposto diante deles. Sentiu frio e arrepios passando pelo seu corpo, desejando por tudo que estivesse vestido e que encontrasse suas roupas o mais rápido possível. Olhou ao redor a procura de suas roupas e só então pôde avistar o misterioso local. Era um salão escuro, com paredes verdes e largas pilastras com símbolos da Sonserina pintados ao longo delas. Algumas estatuetas de aspecto fálico encontravam-se por toda a extensão do lugar. Havia duas imensas janelas de vidro que vinham do teto ao chão fazendo com que a luz de velas do lado de fora, provocasse sombras bruxuleantes dentro do salão. Foi quando viu o chão se mexendo. Depois de olhar bem, percebeu que não era o chão e sim cobras que rastejavam em sua direção. Ele encontrava-se amarrado numa espécie de altar. Mais a frente havia uma grande cadeira de madeira negra que o fazia lembrar um trono. Nem sinal de suas roupas. O pior é que estava começando a ficar... irresistivelmente excitado.
-Não sabia que Potter iria corresponder tão cedo com seus sentimentos... – Observou Snape olhando-o lentamente desde os pés, passando por cada detalhe do seu corpo até chegar nos olhos verdes e brilhantes. Céus, que vergonha! Harry tentou gritar mas sua voz quase não saíra.
-Onde estão minhas roupas? – Conseguiu enfim perguntar com a voz rouca e sufocada.
Draco e Snape deram um sorriso malicioso. Harry sentiu seu sexo ficar ainda mais rijo enquanto tentava inutilmente forçar para isso não acontecer.
-Eu imaginava que reagiria assim... – Disse Snape intensamente.
-N-NÃO! ME SOLTA!
-Para de lutar contra seus próprios sentimentos, Potter.
Snape aproximou-se de Harry e o tocou no rosto forçando-o a olhar em seus olhos.
-Você é mesmo muito parecido com seu pai...
Draco olhou apreensivo para o professor e para Harry. Snape aproximou-se mais de Harry, que o olhava assustado, mais assustado com seus próprios sentimentos do que com qualquer outra coisa. Snape colou sua perna na coxa nua de Harry, que sem conseguir se segurar, soltou um gemido. Em seguida acariciou seu pescoço sentindo o corpo de Harry tremer. Harry começou a se debater para soltar-se das cordas, mas não conseguia. Snape foi deslizando as pontas de seus dedos pelas costas de Harry levemente. Harry olhou de esguelha na direção de Draco, um olhar extremamente excitado. Draco sentiu-se tremer dos pés à cabeça. Não acreditava que Harry estava nu na sua frente. E como era lindo! Sentiu seu coração bater mais forte e o desejo crescer. Seu plano iria dar certo.
Snape acabara de percorrer as costas de Harry com seus dedos e agora repousara a mão em suas nádegas. A respiração de Harry ficou mais acelerada.
-Eu prometi para o meu aluno preferido, Draco Malfoy, que o deixaria trazer você até aqui... – Sussurrou Snape enquanto fazia movimentos circulares com os dedos em cima da bunda nua de Harry. - ...para brincar um pouco com você. – Disse o professor pausadamente. - ...E o fiz jurar que me deixasse presenciar a tudo. Um sonserino humilhando um grifinório... E não um grifinório normal... Ninguém mais que o famoso Harry Potter... – Snape pronunciava cada palavra aproximando seus lábios dos de Harry.
Draco olhou para o peito arfante de Harry e em seguida deslizou seu olhar para a boca do garoto percebendo que seus lábios estavam tremendo. Snape se aproximava mais ainda. Não, não queria que o primeiro beijo de Harry com outro homem fosse com seu professor e não com ele.
-Para! Ele é meu, só meu agora!
Snape soltou Harry, um tanto contrariado, e encarou Draco levantando a sobrancelha. Andou até a grande cadeira negra que encontrava-se mais a frente. Sentou-se para observar como seria o desempenho de seus alunos.
-Potter, você caiu direitinho no meu plano. – Disse Draco empunhando a varinha para Harry e parando na sua frente, distante só alguns centímetros. Uma cobra começava a subir pelo tornozelo de Harry. Draco parou para admirar o belo e jovem corpo nu do garoto mais uma vez. Como era gostoso... aquele peito bem definido apesar de magro, os músculos de menino começando a virar músculos de homem, aquela barriguinha, e mais abaixo o insistente e viril pênis duro em sua direção. Draco sentiu-se tonto, sentiu seu corpo ferver. Mas não queria que seus verdadeiros sentimentos aparecessem para Harry. Preferia que ele nem desconfiasse do que sentia.
-Finalmente tenho você para te humilhar...
A cobra já estava enroscada na perna de Harry até sua virilha. Outra cobra já começava a deslizar pelo seu braço. Draco encostou sua varinha no peito de Harry.
-Está com vergonha, Potter? – Draco começou a descer com a varinha pelo corpo de Harry. – Espere só até começar a sentir... – E encostou a varinha em sua parte íntima. - ... o que vou fazer em você. – Disse ele roçando a varinha contra o membro excitado de Harry.
Harry gemeu ao sentir a varinha de Draco roçando nele. Desejou que fosse outra coisa de Draco que estivesse roçando nele e não apenas a varinha. Mas o que estava pensando?
Draco segurou sua respiração falha enquanto se aproximou de Harry até seus corpos quase se encostarem.
-Não ouse me tocar! – Disse Harry intensamente para Malfoy enquanto sentia a mão do garoto sobre seu peito e a varinha do garoto ainda repousada em seu pênis. Harry sentia a pele áspera das cobras roçando no seu corpo. Olhou nos olhos cinzas e maliciosos de Malfoy enquanto segurava um gemido de ódio. Iria deixar com que seu inimigo o humilhasse desse jeito? E na frente de Snape? Era tudo o que eles queriam, vê-lo humilhado. Não podia dar esse gostinho para eles tão facilmente. A cobra que estava enroscada em sua perna agora já subia por sua barriga e Harry a encarou. A cobra sibilou pregando seu olho no olhar de Harry. De repente ele começou a falar em Parseltongue. Draco olhou surpreso e apreensivo ao mesmo tempo que Snape sobressaltou-se em seu “trono”. Harry parecia agora falar com duas cobras ao mesmo tempo. Uma delas arremessou-se arredia na direção de Malfoy que recuou empunhando a varinha, assustado com a reação surpreendente de Harry. A outra subia pelo peito de Harry e enquanto se enroscava em seu corpo, mordia as cordas que o prendiam. Rapidamente as cordas cederam e Harry já estava solto. Snape e Draco pareciam estar tão excitados com a sensualidade de Harry em dar ordens às cobras que nem sequer tiveram tempo de pensar em reagir. Estavam surpresos e indignados por não terem se lembrado do dom que Harry tinha com as cobras. E era o mesmo dom de Salazar Slytherin, e o mesmo dom de Voldemort, o que os deixava ainda mais admirados e excitados. Harry parecia um sonserino... Os olhos de Draco brilharam. Harry partiu para cima dele e torcendo o braço do garoto, deu um chute em sua barriga fazendo com que Draco deixasse a varinha cair. Draco revidou dando desde chutes e socos até arranhões em Harry conseguindo arrancar sangue do garoto. Harry também revidara os socos e ao mesmo tempo que batia em Malfoy, falou para as cobras o prenderem com toda a força no altar. As cobras o fizeram. Se arrastaram rapidamente até Draco e se enroscaram no garoto. Snape chegou a levantar empunhando a varinha, mas hesitou. Era visível que Harry ainda estava excitado, então parou para olhar o que Harry iria fazer em Draco, aquilo seria gostoso... Quando as cobras estavam bem enroscadas nas mãos e tornozelos de Draco, prendendo ele ao altar, Harry partiu para cima dele. Não sabe de onde tirou tanta força para isso, mas com as próprias mãos, rasgou todas as roupas de Malfoy. Primeiro rasgou a camisa, em seguida a calça e a cueca, deixando o sensível corpo de Draco completamente exposto. Draco gritou e gemeu. Agora ele sentia vergonha e tesão, assim como tinha feito Harry sentir. Como era gostoso o sabor dessa vingança, pensou Harry. E como Draco era lindo! Como podia existir pele tão branca como aquela? Parecia extremamente macia e delicada. E seu pênis contrastava com todo o resto, denunciava o quanto selvagem era o garoto.
-Está tremendo, Malfoy? – Disse Harry percorrendo com o olhar todo o corpo trêmulo de Draco.
“Por Merlim! Por que estou fazendo isso? Por que estou agindo desse jeito?” Mas Harry ignorou seus pensamentos e voltou a falar com as cobras. A voz de Harry pronunciando aquela linguagem extremamente sensual fazia com que Draco delirasse de desejo. Uma das cobras, obedecendo o que Harry pedia, começou a subir pela perna de Draco.
-AAAHMMM!!! – Gritou Draco ao sentir a pele áspera do bicho contra a sua pele que era tão delicada. Mas não adiantava gritar, Harry não parava, continuava sussurrando para a cobra. Ela subiu mais pela perna de Draco, se arrastando por sua coxa.
-Ai! Para! Para! N-NÃO!!! – Draco gritava se arrepiando com o contato do animal com o seu corpo nu. Harry admirava o contraste da pele escura e escamosa da cobra roçando contra a pele clara e fina de Malfoy.
A cobra subia pelo peito passando por cima dos mamilos róseos de Draco que se enrijeciam com o áspero contato. Harry ordenava e o bicho deslizava pelo pescoço, pela nuca, pelas costas de Draco rastejando seu corpo ao longo de todo o corpo do garoto. A cobra desceu por suas costas e passou por sua bunda ao mesmo tempo que passava se enroscando em suas pernas, roçando seu grosso corpo pela virilha do garoto. Harry agora pousou seu olhar no membro do garoto enquanto a cabeça da cobra encontrava-se parada bem próxima, parecia até que esperava a ordem do garoto para poder prosseguir. Draco, prevendo o que Harry iria fazer, começou a gemer implorando que não o fizesse. Harry continuou a sibilar daquele jeito sensual. Snape olhava profundamente para os dois, a respiração ofegante. A cobra deslizou para o pênis de Draco.
-AHRM... T-TIRA! TIRA ESSE BICHO DE MIM! HURM... HARRY!!!
Harry chegou perto, tão perto que se Draco tivesse movido a cabeça um centímetro para frente teria o beijado.
-Implora...
-P-POR FAVOR! TIRA ISSO DE CIMA DE MIM!! TIRA!
Harry continuou a ordenar a cobra em Parseltongue. A cobra começou a fazer movimentos frenéticos de descer e subir indo e vindo no sexo de Draco.
-Aaaahhh!!!
-Implora mais... – Harry falou algo e a cobra deu uma pausa enquanto sibilava a língua roçando-a na cabeça do pênis de Draco. Em seguida a cobra continuou com os movimentos frenéticos só que dessa vez com mais força.
-P-POR FAVOR! PARA, NÃO! NÃO! PARA! NÃO PARA!
Harry deu um sorriso safado e continuou. A cobra se enroscou no quadril de Draco. Enquanto a cabeça e a parte da frente trabalhavam em masturbá-lo, a cauda roçava na bunda de Draco e o garoto sentiu a ponta do rabo da cobra roçar em seu ânus.
-AHM!
Harry viu o corpo de Draco tremer. Pediu para a cobra fazer ainda mais rápido e mais forte. Agradeceu por tudo no mundo por Snape e Draco não entenderem o que estava falando senão iriam ouvir coisas do tipo: “Roça no pau dele, passa a língua na cabeça, roça a cauda no cu”, que bom que não estavam ouvindo essas palavras sujas saírem de sua boca... E ele iria continuar até Draco não suportar mais. Draco sentia como se estivesse sendo tocado pelo próprio Harry, pois era ele que realmente estava fazendo tudo ordenando a cobra. O som das palavras que Harry dizia penetrava seus ouvidos ao mesmo tempo que sentia o toque da cobra e a sensação de prazer em seu corpo.
-Ah, Harry... Ah, Harry… - Gemia Draco já sem consciência de suas palavras.
Snape assistia fissurado a cena sensual de masturbação dos dois alunos. Como eram tentadores... Eram maravilhosos.
Harry encostou na parede apoiando o braço ao lado do rosto de Draco, assim o garoto podia ouvir Harry falar com a cobra quase sussurrando em seu ouvido. Ele estava próximo demais. A cobra massageava seu pênis deslizando ainda mais por ele. Draco sentiu todos os sentimentos crescerem dentro de si. Harry sussurrava mais palavras em língua de cobra, aquela voz penetrando seu corpo, fazendo-o sentir tudo aquilo... A cobra aumentou a velocidade e a intensidade, Draco sentiu a ponta do rabo da cobra vibrando em seu ânus, a cabeça da cobra roçando na cabeça de seu pênis.
-Ai, Harry! Ai, Harry! Ahhh! – Draco sentiu o orgasmo mais forte e intenso de sua vida. Harry observou Draco gozando, se segurou para não gozar junto, só em olhar. Não queria que percebessem o que estava sentindo na hora. Nem ele mesmo percebia conscientemente o que estava sentindo, não queria admitir nada, só queria acreditar que estava apenas fazendo uma forma de fuga inteligente de seu inimigo. Harry olhou o gozo do garoto escorrer pelo corpo e pediu que a cobra deslizasse lentamente até o chão, se desenroscando dele com suavidade.
Agora precisava sair dali, avistou uma porta larga de madeira no fundo do salão que provavelmente estava trancada. Correu até ela passando direto por um Snape estupefato. Como podia ter esquecido do dom maravilhoso que Harry tinha com as cobras?
Na porta, havia desenhos em alto relevo de cobras que pareciam reais. Não foi difícil para Harry segundos depois estar fora dali. Queria correr, correr mais que suas pernas pudessem agüentar. E assim correu cegamente saindo da Sonserina, que pareceu um labirinto misterioso para ele, até passar pelos corredores e escadas do castelo e enfim chegar no buraco do retrato da tranqüila sala comunal da Grifinória.
Tudo girava em sua cabeça. Como podia? Tinha masturbado Draco Malfoy com uma cobra! Por que tinha feito isso?
Agora, sentado em sua cama, Harry acabara de ter um orgasmo ao lembrar nitidamente de tudo, foi como se revivesse cada detalhe, como se tivesse assistido tudo de fora. Parou de tocar em seu sexo gemendo baixo. Não queria admitir, mas lá no fundo desejava reviver aquilo tudo de novo. E agora tinha beijado Draco na boca... o beijo melhor de sua vida. E fora com um homem. E não um homem qualquer, fora com seu odiado inimigo.“Isso não é normal.” Pensou ele enquanto cambaleava indo em direção ao banheiro para se lavar. “Não sei se estou enfeitiçado ou não. Mas nenhum feitiço dura tanto tempo! E sem contar que eu já estava o desejando desde a noite passada... Mas como vou saber o que aconteceu antes de eu ter acordado, o que eles fizeram depois que ele me salvou e eu desmaiei? Snape pode ter feito eu tomar alguma poção ou lançado em mim algum feitiço que eu não conheça...”
Harry tentou varrer um pouco as preocupações de sua mente e foi dormir para em seus sonhos beijar Draco ainda mais.

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Wednesday, October 05, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor - Cap3

Capítulo 3: O Duelo

Draco esperava ansiosamente. Precisava liberar tudo o que sentia. Pelo menos faltava pouco. Seria naquela noite. Mas as horas pareciam se arrastar... Não conseguira prestar atenção em mais aula nenhuma, nem na aula de poções que era a sua preferida, nem em mais nada que acontecia na sua frente. Só pensava em chegar logo a hora do duelo. O momento tão esperado. A hora de enfrentar o famoso Harry Potter, sozinho. Sem nenhum amiguinho grifinório idiota do garoto para se intrometer. Ele estaria sem defesas, novamente. Seu inimigo inteiro só pra ele... Para ele despejar todo o seu ódio que corria por suas veias sedentas de desejo. Mas já havia esperado tanto tempo por isso, por que se preocupar com mais algumas horinhas? Desta vez não deixaria Potter escapar tão facilmente.
Harry perguntou a hora para Hermione. Quando ela disse, ele sobressaltou-se sobre a poltrona da sala comunal derrubando seus pergaminhos e livros no chão.
-Ai! Toma cuidado! – Gritou Hermione com o susto.
-E-eu preciso ir! – Disse Harry levantando de súbito. Estava atrasado apenas cinco minutos.
-Não me diga que está pensando em ir pro tal duelo com Draco Malfoy? – Perguntou Rony incrédulo.
-Olha, não quero que nenhum de vocês venham atrás de mim. Eu preciso cuidar disso sozinho, tá legal?
-Harry, o que tá dando em você? Você precisa terminar seus deveres! -Termino quando voltar! – Gritou Harry sem se importar, correndo afoito em direção ao buraco do retrato. E antes que saísse fez questão de repetir que não precisava que nenhum deles fossem ajudá-lo porque queria acertar as contas com Malfoy sozinho. Rony e Hermione responderam que sim contrariados, sem dúvidas iam passar a noite preocupados com ele, mas Harry tinha pedido com tanta firmeza, que precisavam respeitar sua vontade, embora para eles fosse totalmente absurda.
Harry correu ofegante pelos corredores. O momento havia chegado. O momento de encarar Draco cara a cara e ver o que o garoto iria responder. Iria finalmente descobrir por que seu inimigo tinha salvo sua vida! Mas a ansiedade que sentia era tão desproporcional ao fato de só querer a resposta de uma pergunta... Por que seu corpo tremia tanto? Por que sentia seu estômago dar cambalhotas dentro de sua barriga? Eram perguntas que Harry tentava ignorar e afastar de sua cabeça pois não entendia porque sentia todos aqueles sentimentos estranhos. “Ansiedade para uma briga muito esperada, é apenas isso.” Desceu correndo as escadas que levavam às masmorras. Mais a frente, avistou aquele sonserino louro, parado a sua espera com a típica pose altiva e superior de sempre. Harry parou de correr, respirou fundo e tentou manter seus passos mais normais possíveis, embora começasse a sentir suas pernas ficando bambas. Harry parou na frente de Draco que o olhou empinando o nariz com aquele jeitinho sensual que só ele sabia fazer.Harry suspirou, por incrível que parecesse, sentiu uma sensação quente e confortante ao finalmente chegar no local tão ansiado por ele.
-Me segue. – Ordenou Draco. Harry o seguiu já sentindo a raiva começar a pulsar no seu peito.
-Pra onde estamos indo? - Perguntou.Draco não respondeu, o ignorou totalmente.
-Pra onde você está me levando? – Insistiu Harry.
-Dá pra ficar calado? – Reclamou Draco com sua voz arrastada. Ele o levou até uma alta porta de madeira escura na qual abriu com uma chave enferrujada e trancou em silêncio depois que os dois entraram. Depois de trancar bem a porta, guardou a chave dentro do bolso interno de sua capa. Era uma sala escura e úmida, parecia uma antiga sala de aula abandonada. Algumas carteiras jaziam quebradas num canto. Pelo menos não era um salão sonserino misterioso... Harry olhou para Draco, o silêncio começando a incomodá-lo, não sabia por que, mas sentia-se tão indefeso. Talvez Draco, com aquele ar misterioso, estivesse tentando provocar isso nele. E estava conseguindo.
-Enfim, sós... – Disse Draco quebrando o silêncio, ele fitou seu inimigo com um olhar que Harry não conseguiu destinguir se era de repugnância ou desejo.
-Me bate.
-Quê?- Se é tão corajoso assim por que não me ataca logo ao invés de ficar me olhando boquiaberto com essa cara de idiota? Harry não pensou duas vezes, sentiu toda raiva que estava acumulada invadir seu peito e ferver em seu sangue. Partiu para cima de Malfoy revidando o soco que o garoto o tinha dado naquela tarde. Draco cambaleou para trás, mas logo em seguida impunhou a varinha e atacou Harry com um feitiço sem ao menos dar tempo de Harry preparar sua varinha. Harry rodopiou no ar e caiu desprevenido no chão.
-Malfoy, seu filho da puta!
-Oh, você é tão baixo nível... – Disse Malfoy desprezando Harry com uma expressão de nojo e indignação. Harry sentiu o ódio pulsar mais forte do que nunca, puxou a varinha e lançou um feitiço derrubando Draco de quatro no chão. Era a hora de falar com ele, de faze-lo responder a pergunta que lhe consumia a alma.
-Por que você salvou minha vida?
-NÃO É DA SUA CONTA!!! – Gritou Draco, o rosto em chamas enquanto levantava-se do chão. Harry não esperava uma resposta tão ridícula, que na verdade nem era uma resposta.
-ME DÁ UMA RESPOSTA DECENTE! – Gritou Harry apontando a varinha para Draco que se preparava em posição de ataque.
-RESPONDE!!! - Draco o atacou com mais um feitiço, dessa vez Harry voou até bater com as costas num armário de vassouras que estava com a madeira tão velha que cedeu e caiu sobre ele fazendo-o gemer de dor. Draco segurou um gemido ao ouvir o de Harry. Como era gostoso fazer seu inimigo sentir dor... Eram os únicos sentimentos que ele conseguiria provocar em Potter... ódio e dor. E como Draco o odiava por isso. Ele se aproximou de Harry, que estava imobilizado e enfim respondeu a tão insistente pergunta:
-Para te humilhar.
-Seu sádico!
-Você que é!
-VOCÊ É UM PERVERTIDO! – Gritou Harry se descontrolando ao lembrar da noite anterior. Como poderia varrer aquelas imagens da sua mente? E as sensações que aquilo o fazia sentir? Definitivamente não queria pensar nisso, nem perceber o que andava sentindo. Tudo o que havia acontecido ainda rodava na sua mente fazendo-o ficar sem ar.
-VOCÊ QUE É! – Draco se descontrolou mas em seguida se segurou, não queria mais parecer uma criança discutindo.
-Mas não entendo uma coisa. Se você me odeia tanto assim, por que não quis que eu morresse?
-P-por que q-quer saber? – Perguntou Draco tremendo. Harry era esperto demais. E por que Harry estava se preocupando com isso? Na certa devia estar procurando um ponto fraco nele.
-Porque é estranho meu inimigo não querer que eu morra!
-MAS EU TE ODEIO! Você duvida disso? Como pode duvidar do meu ódio, Potter? – Perguntou transtornado e ao mesmo tempo apavorado, mas sem demonstrar. Isso já estava acostumado a fazer, desde criança sabia como ocultar seus sentimentos por trás de uma máscara. Ele puxou Harry pela gola da camisa. Ultimamente Draco estava se mostrando estranhamente forte e corajoso... Isso também era tão esquisito... Seu ódio por Harry era tão insuportável que o tornava forte.
-Eu te odeio... profundamente. – Disse Draco o encarando com lágrimas se formando em seus olhos acinzentados. Seu rosto estava de fato corado de ódio. Harry sentiu que o garoto tremia tanto quanto ele ou até mais, se é que isso era possível. Não tinha como Harry duvidar do ódio de Draco que pulsava latente na alma do garoto, isso era visível a olho nu. Então por que tinha se arriscado para o salvar?
-ME SOLTA! TIRA SUAS MÃOS DE CIMA DE MIM! – Gritou Harry, a raiva crescendo no seu corpo. Draco o empurrou jogando-o longe.
-Você não tem noção de como que eu esperei por esse momento! – Gritou Draco fervilhando em ódio. – NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ, POTTER!!! – Draco correu e esmurrou o peito de Harry que revidou com outro soco.
-MAS O QUE FOI QUE EU TE FIZ? – Perguntou Harry olhando Draco cambalear pra trás com a porrada que ele deu. Draco limpou o filhete de sangue que escorreu pela sua boca enquanto fitava Harry com o olhar.
-Vem, Potter. Me bate... Me bate mais.
-O quê?
-Eu posso sentir seu ódio... Aquilo tudo já estava ficando doentio. E Harry correspondia a todos àqueles estranhos sentimentos. Como era bom sentir aquilo... Aquela raiva que pulsava descontroladamente em suas veias, em sua carne.
-Eu te faço sentir um ódio insuportável, não faço? – Insistiu Draco. Tudo era mais estranho do que imaginava, estava agora sentindo vergonha de seu inimigo. Sentia vergonha dos seus sentimentos. “Será que ele planejou fazer com que eu me sentisse assim? Ele tem tantas artimanhas...”
-Vem, me bate...Ele não ia parar de provocá-lo? Harry partiu para cima de Draco, batendo, socando, chutando. Draco gemia. Harry não parava de bater, Malfoy já estava no chão, sangrando e não revidava, só gemia. Parecia até que estava gostando, sentindo prazer com tudo aquilo. Se Harry continuasse iria matá-lo. Ele parou admirando seu inimigo derrotado no chão. Parecia tão frágil agora... Harry abaixou para olhá-lo de perto. Malfoy o olhou, mesmo no chão, mantinha o olhar de superioridade. Harry ficou o olhando durante um tempo enquanto Draco sangrava choramingando no chão. Harry estendeu a mão para ajudá-lo a levantar. O garoto olhou incrédulo, mas sem pensar segurou forte a mão de seu inimigo deixando-o com que o fizesse levantar.
-Eu achava que um duelo requeria o uso de varinhas... – Observou Harry com ironia.
-TIRA AS MÃOS DE MIM!!! NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ME HUMILHAR NOVAMENTE! PARA DE AGIR COMO SE SENTISSE PENA DE MIM!!! SOU MUITO MAIS FORTE DO QUE VOCÊ IMAGINA! NÃO ME MENOSPREZA, POTTER!
Como ele era louco... Não tinha sido ele que o provocara a bater nele daquele jeito? E que permitira isso, deixando ele o esmurrar sem revidar?
-Só estou querendo um duelo justo. – Disse Harry parando de tentar entender o comportamento louco de Malfoy.
-Está insinuando que sou frágil?
-Mas você é!
Draco urrou palavras incompreensíveis enquanto uma luz irrompeu de sua varinha e atingiu Harry. Ele sentiu-se empurrado contra a parede como se fosse com a força de um soco de um trasgo, tão forte era o feitiço, e em seguida sentiu o pano de suas vestes rompendo no seu corpo. Suas roupas estavam rasgando. O que seria isso agora? O doente do Malfoy estava querendo o envergonhar novamente?
-De novo não. – Disse Harry ainda gemendo de dor pelo impacto do feitiço.Sua roupa não havia rasgado inteira, portanto graças a deus não tinha ficado nu. Haviam vários rasgos em sua camisa e em sua calça, um deles deixava a mostra parte de sua coxa, virilha e parte de sua cueca, que era branca. Era como se tivesse sido atacado pelas garras de um tigre ou coisa parecida. Draco passeou com os olhos pelo corpo de Harry e em seguida se recompôs em sua pose aristocrática. Harry o olhou, não podia deixar com que ele tentasse o humilhar novamente. Agindo totalmente por impulso, partiu para cima de Draco, que recuou assustado com a explosão repentina de fúria do seu inimigo. Harry puxou a camisa de Draco com as duas mãos, puxou tão forte que a camisa rasgou. Fizera para rasgar mesmo. Draco gritou. O que Potter iria fazer dessa vez? Mas não tinha como dominá-lo agora. Dessa vez seria diferente, Draco estava armado, não havia cobras naquele local e ele não deixaria com que Harry o humilhasse novamente. Mas como tinha sido bom... Draco sentiu seu coração disparar e sua pele ficar arrepiada. Aquelas lembranças e sensações maravilhosas não podiam aparecer agora, senão ficaria descontrolado, mais do que já estava, e perderia o duelo.
-PARA!!! – Gritou Draco caindo em si, desvencilhando-se de Harry. Foi quando Harry despertou e se afastou assustado de Draco, que estava com seu jovem peito exposto. “Ele tem razão, para! O que eu estou fazendo?!” Harry decidiu continuar a duelar decentemente, como um verdadeiro bruxo. Se preparou em posição de ataque, Draco também.
-Rictusempra! - Draco caiu de joelhos começando a sentir cócegas. “Por que não lancei um feitiço que acabasse com ele?”, pensou Harry sentindo-se confuso. Sentiu uma estranha vontade de lançar um feitiço que desse carinho a Malfoy e o único feitiço mais suave que conhecia era esse, afinal tinha aprendido o feitiço no segundo ano. Cócegas era algo aguniante, mas que provocava sensação gostosa, mesmo sendo insuportável de sentir por muito tempo. Draco caiu no chão começando a rir sem parar.
-Ai, p-para! P-para, Harry! Rá, rá, rá... Hum...Q-quer d-dizer, P-Potter! Ai, hurmm...P-para! – Dizia Draco com dificuldade em meio a risos delirantes que o faziam chorar de tanto rir enquanto se contorcia no chão. Harry chegou mais perto. Viu o corpo seminu de Draco se contorcendo no chão. Ele tinha arranhões no peito, próximos ao mamilo que haviam sido feitos pelos chutes que Harry dera nele com sua bota. Sua risada era a mais gostosa que Harry já ouvira. Como podia esconder aquele jeito especial de rir por trás de uma máscara tão fria? Como podia? Uma risada daquelas escondida atrás de um semblante tão rígido? Harry ficou parado na frente de Draco, que ria cada vez mais, ele o admirou permitindo que um sorriso surgisse em seus lábios embora seu olhar estivesse um tanto confuso e perturbado e suas mãos tão trêmulas que quase deixou sua varinha escapar e cair no chão. Ele hesitou girando a varinha frouxamente na mão dando uma olhada pelo corpo de Draco, sem saber se o ajudava a levantar do chão e parar de faze-lo sentir cócegas, ou se continuava a deixar com que aquele som lhe penetrasse ainda mais os ouvidos. Não sabia se teria a chance de ouvir esse som vindo de um Malfoy outra vez na vida.
-P-por favor! – Implorou Draco contorcendo-se de tanto rir. Harry sorriu pra ele ao mesmo tempo que lhe ofereceu a mão para ajudá-lo a levantar.
-Finite encantatem! O riso de Malfoy perdurou um pouco depois que Harry fez o feitiço parar, e os dois se viram rindo juntos. Quando se deu conta, Draco fechou a cara em questão de segundos. Empunhou a varinha para Harry que recuou apreensivo. Aquilo estava começando a ficar divertido.
-Rictusempra! Agora Harry que caiu de joelhos na frente de Malfoy. Começou a sentir as cócegas se espalharem por seu corpo e então irrompeu a rir sem interrupção. O riso de Harry era tão contagiante que Draco se pegou rindo com ele. Harry caiu no chão se contorcendo, assim como havia acontecido com Draco. Draco não se conteve em admirar o corpo do garoto à distância, embora já estivesse bem próximo, se abaixou até se ajoelhar, quase sentando no chão junto a Harry. Seu tórax era, apesar de magro, muito bem definido e como ficava ainda mais tentador contorcendo-se daquele jeito...
-P-para Draco! Ai, ai... Hurm... N-não seja t-tão mal! Ai, Draco! P-por favor D-Draco! N-não seja tão mal assim!!!
Ele está me chamando de Draco... Por que ele está...? Nem pense na possibilidade! Ele te odeia!” Draco ficou admirando Harry durante um tempo, era tão boa a sensação de o estar torturando... Mesmo sendo ele o maior torturado ali por ficar olhando para Harry e... “Pare de pensar isso! Pare de sentir o que está sentindo! Não agüento mais!” Draco cessou o feitiço de Harry antes que não suportasse mais olhar pra ele daquele jeito. “Sou tão fraco...” Ele também lhe ofereceu a mão para ajudar Harry a levantar. Sentiu a mão de Harry tocando a sua e apertando forte. Harry ainda ria antes do efeito do feitiço ir embora completamente de seu corpo. Draco riu junto com ele, aquela risada tão gostosa que agora soava ainda mais natural e espontânea. O efeito do feitiço foi indo embora e aos poucos os sorrisos iam se transformando em rostos sérios.
Um silêncio tomou conta dos dois garotos por um momento. Uma tensão começou a surgir por não saberem o que fazer, o que dizer, como agir. Repentinamente, Draco lançou um feitiço em Harry. O garoto foi empurrado de costas em direção a parede, de repente sentiu algo incontrolável em seu corpo. Um desejo crescente, que pareceu explodir de dentro dele como se fosse um orgasmo, mas era tentador demais pois não sentia alívio e só um desejo que não parava de aumentar. Sentiu sua intimidade latejando e estava visível, completamente visível por baixo de sua calça rasgada. Um arrepio insuportável passou por sua nuca e por sua espinha, sentiu suas pernas completamente bambas. Não se agüentou em pé, escorregou para o chão ficando absurdamente ofegante a cada vez que olhava na direção de Draco Malfoy.
-Potter? O que você está sentindo?- A voz arrastada de Draco percorreu seu corpo como se o garoto o tivesse tocado. O que diabos era isso agora? “Pare de sentir isso, seu idiota! Ele está tentando te humilhar pra vencer você! Te deixando sensível e envergonhado... Ele quer brincar com seus sentimentos! Não permita!” Harry tentava pensar consigo mesmo, lutando contra suas sensações que nunca estiveram tão conscientes. Estava tão assustado. Nunca tinha ficado tão assustado como naquele momento.
-Responde! O que v-você está sentindo? – Draco gaguejou ao descer o olhar pelo corpo de Harry e notar seu membro rijo e viril lutando para sair de sua calça. Draco sentiu-se quente, foi andando devagar na direção de Harry.
-Q-que espécie de plano pervertido você bolou contra mim? – Perguntou Harry mordendo a própria mão para se segurar e não se entregar ao seu desejo.
-Nenhum.
-FALA! Por que tá fazendo me sentir assim?
-Assim? Por que você não me fala o que está sentindo, Potter?
-Seu sádico! Você não pode fazer isso comigo!
-Queria entender o que eu estou fazendo!
-Não se faça de cínico! Me lançou um feitiço pra me deixar desse jeito!
-Desse jeito como?
-Para com isso!
-Parar de quê?
-Cala a boca! Você não tem o direito! Não tem o direito de... – Draco estava ficando próximo demais.
-Me bate!
-O quê? – Perguntou Draco completamente surpreso.
-Me bate, por favor, eu preciso tentar odiá-lo, sentir algo por você que não seja desejo!
Ao invés de bater, Draco o beijou. Envolveu os lábios trêmulos de seu inimigo num beijo quente e profundo. Estava sentindo Harry Potter... Estava sentindo sua boca... podia percorrer com a língua toda a boca de seu garoto. Sim, agora estava sendo seu, completamente seu. Sentia a língua de Harry penetrando sua boca, correspondendo ao beijo que sonhara por toda sua vida. Como era gostoso senti-lo dessa forma... Finalmente tinha carinho, um carinho enlouquecedor. Nunca soube o que era carinho, agora descobrira nas mãos de seu inimigo um carinho que nunca havia imaginado existir. Era bom demais. Os dois colaram seus corpos um no outro. Sentiram seus peitos nus se encostarem, seus desejos crescendo, a pele roçando. Se Harry continuasse o apertando daquela forma não ia resistir.
O tempo parecia ter parado, nada no mundo existia mais. Era tudo perfeito. Harry sentia sua carne tremer a cada vez que Draco apertava seus lábios contra os dele. Seu gosto era o melhor que sentira em toda sua vida, nada no mundo podia excitá-lo tanto quanto aquilo. Harry deslizou as mãos pelo pescoço de Draco sentindo sua pele macia. Gemeu baixinho ao roçar mais uma vez sua língua na dele. Sentiu tudo girando na sua cabeça. Tudo tremendo dentro dele. Draco o apertava, roçava o corpo contra o seu provocando sensações novas, provocando alucinações em Harry.
Ele sentia o sexo de Draco roçar contra o seu, mesmo estando de roupa a sensação era insuportável de tão gostosa e completamente nova para ele. Sentiu seu coração ardendo em paixão até de repente tudo explodir dentro dele num alívio que quase o fez desfalecer. Para não gritar, mordeu o pescoço de Draco quase arrancando sangue, tão intensa era a sensação. Em seguida se segurou em Draco para não escorregar para o chão, pois não estava sentindo suas pernas. Draco passou os braços em volta de seu corpo dando o abraço mais apertado do mundo, segurando Harry com firmeza para não cair no chão. Deitou a cabeça no ombro de Harry pensando em como tudo aquilo era inacreditável. Achava que os únicos sentimentos que pudesse provocar em Harry eram ódio e dor? Nunca iria imaginar que ele corresponderia tão apaixonado ao seu beijo. “Ah, se eu soubesse... Se eu tivesse desconfiado antes...”
As lágrimas de Draco começaram a escorrer pelo seu rosto, não podia mais segurá-las, já estava as segurando por tanto tempo... Esse fora sem dúvidas o dia mais feliz de sua vida. Ele sentiu a respiração de Harry acalmar aos poucos e continuou abraçado a ele. Draco não iria largá-lo, poderia ficar assim eternamente. Mas sentiu a respiração de Harry começar a acelerar e a ficar forte novamente. Subitamente Harry o empurrou. Draco o encarou surpreendido apressando-se em secar suas lágrimas.
-Que feitiço você lançou em mim pra eu ficar daquele jeito? – Harry encarou Draco, mas sem deixar o garoto responder, continuou falando, atropelando umas palavras nas outras.
-COMO VOCÊ PODE SER TÃO BAIXO? QUE TIPO DE PLANO PERVERTIDO VOCÊ TÁ FAZENDO CONTRA MIM? PARA COM ISSO, POR FAVOR, VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FAZER ISSO COMIGO!!! VOCÊ...
-DEIXA EU FALAR! – Draco gritou para Harry silenciar. Draco respirou fundo antes de começar a explicar, precisava tentar ser paciente.
- O feitiço que eu lancei em você só faz vir à tona o desejo mais secreto da pessoa, algo que ela mantém escondido dentro de si, até mesmo pra si própria, e o que você demonstrou... Harry, eu não imaginei que o que viria à tona em você fosse...
-Cala a boca! Não ouse falar o que está pensando! E me chama de Potter!
-Para de agir como um idiota!
-E por que você iria querer que meu desejo secreto aparecesse? Como você quer que eu acredite nessa história absurda?
-Eu queria fazer você ficar envergonhado na minha frente, isso o deixaria mais frágil e eu iria te humilhar me vingando de você, e também... queria tentar descobrir algo em você que eu não soubesse.
Embora Draco parecesse realmente sincero em cada palavra que pronunciava, Harry preferia continuar sem acreditar. E como era estranho o ver agindo sinceramente. Não, o mais provável é que estivesse fingindo ser sincero.
-Eu não confio em você! Está mentindo pra me deixar confuso e perturbado!
-Deixa de ser burro! Tem certeza que nunca tinha sentido tudo o que sentiu hoje alguma outra vez? Mesmo que não admitisse seus sentimentos nem pra si próprio, você nunca ficou sonhando comigo escondido? Escondido até de você mesmo? Não, Harry, você não está enfeitiçado, o feitiço que lancei em você só o fez descobrir seus próprios sentimentos ocultos.
-C-CALA A BOCA!
Draco o encarou com aquele olhar superior e altivo de sempre e esboçou um sorrisinho de desprezo para Harry.
-Me deixa sair daqui! – Harry correu até a porta e tentou abri-la esquecendo-se que Draco a tinha trancado antes de começarem o duelo. Podia ter usado um “alorromora” com sua varinha, mas algo em Draco Malfoy o fazia sentir-se puxado para sua direção.
Foi até ele para pegar a chave que lembrou que o garoto tinha guardado no bolso.
-Me dá essa chave! – Pediu Harry enquanto enfiava as mãos nas vestes de Draco a procura da chave. Draco abriu os braços permitindo ser apalpado pelas mãos de Harry enquanto dava um sorrisinho safado. Harry não resistiu, o puxou com força e o beijou.
O beijo fora quente e molhado, um pouco afoito dessa vez, ao mesmo tempo que sedento de desejo. Harry o empurrou ao pegar a chave. Destrancou a porta com uma expressão de confusão estampada em seu rosto, abriu a porta batendo-a com estrondo na parede e em seguida saiu correndo. Draco o observou com um brilho intenso no olhar. Como era maravilhoso sair vitorioso de um duelo...

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Eu quero coments!!!!
Bjs!!!

Tuesday, October 04, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor - Cap2

OBS: Não estranhem não, galera, mas o antes vai vir depois, e o depois vai vir agora: (resolvi alterar a ordem dos fatos para almentar o suspense). Boa leitura!

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Capítulo 2: Dúvidas

Bam! O buraco do retrato fechou às suas costas. Harry se encostou atrás da entrada da sala comunal da Grifinória totalmente ofegante e aliviado, as pernas doendo de tanto correr. Nem lhe ocorreu que podia ter alguém na sala Comunal e que ele estava naquele estado... constrangedor e inapropriado. Estava perturbado demais com os recentes acontecimentos para se lembrar de tal coisa, pois se estivesse em seu estado emocional normal seria a primeira coisa na qual se preocupar.
-Áhhh! – Gritou Gina ao ver Harry, ficando com o rosto mais vermelho que seus cabelos. Harry se cobriu com a capa num impulso. Rony estava bem a sua frente olhando para ele com os olhos arregalados.
-Harry, você está pelado...
-Só me deixaram com isso. – Disse mostrando a capa. Era a única veste que tapava seu corpo que estava nu em pêlo por debaixo da capa. E prosseguiu:
-Foi uma armadilha, Lucius Malfoy me capturou, mas eu consegui me salvar e já está tudo bem.
A voz de Harry tremia, assim como seu corpo inteiro. Mas não tremia mais de medo, e sim de desejo. Quase que deixa escapar que Draco Malfoy o tinha salvo das garras do próprio pai. Mas Draco o tinha posto numa encrenca... E o que era aquele local sonserino e alucinante, com cobras por todo o lugar e um Snape cobiçando a ele e a Draco? Parecia uma alucinação, embora soubesse que fora tudo real. Uma satisfação prazerosa arrepiou seu corpo quando lembrou que tinha saído vitorioso. É, sem dúvidas os tinha impressionado muito... “Deus! Por que eu fiz aquilo?” Nunca poderia sonhar em contar o que acontecera para Rony, nem para ninguém. Isso o deixava corado e envergonhado. Teria que ser seu segredo mais secreto.
-Graças a deus que você chegou, estávamos loucos de preocupação! Achei que estivesse morto! – Disse Rony com desespero, uma lágrima escorrendo pelo rosto.
-Eu vou avisar a professora McGonnagal que o Harry chegou. – Disse Gina para seu irmão com um jeito eufórico antes de esbarrar voluptuosamente em Harry enquanto saía da sala Comunal. – Dumbledore está louco atrás de você! – Disse prendendo um gemido por sentir o impacto do corpo quase nu de Harry contra o seu.
-Nossa! Olha o seu estado, o que fizeram com você? - Perguntou Rony olhando Harry de cima a baixo.Harry estava suado, sangrando, quase nu e completamente trêmulo.
-A Hermione está bem? – Disse mudando de assunto.
-Está. Ela conseguiu fugir e delatou Lucius Malfoy para Dumbledore, mas agora está dormindo na ala hospitalar. Ela estava sobre muita tensão e a Madame Pomfrey deu um calmante pra ela dormir. Que bom que acabou tudo bem... – Rony fez menção de abraçar Harry, mas parou no meio do caminho ficando um pouco corado. – É melhor você ir pra ala hospitalar!
-Eu estou bem. Tudo o que preciso é de um bom banho, tá? – Disse Harry enxugando o suor de sua cicatriz com uma mão absurdamente trêmula.

Estava quase na hora da aula de poções daquele dia. Harry teria que encarar Snape e Draco juntos. Por que pensar nisso estava sendo tão torturante? Ele não entendia porque o ódio estava tão fora do normal dentro de si. Toda vez que passava por Draco sentia um frio na barriga seguido de uma vontade de gritar insuportável. Durante o dia inteiro Draco não o deixou em paz. Queria vingança. Um ódio absoluto borbulhava na face de Draco a cada vez que Harry passava por ele. Não era mais apenas uma rixa de colegas inimigos, era algo muito a mais. Tudo estava se encaminhando para um ponto insuportável. Harry, Rony e Hermione tinham acabado de sair da aula de feitiços e estavam agora indo em direção às masmorras para enfrentar mais uma aula de poções. Harry mostrava ansiedade demais para assistir uma intediante e rotineira aula de poções. Seu coração pareceu saltar pela boca ao ver quem vinha em sua direção pelo corredor. Draco Malfoy vinha andando e parou a poucos metros de distância fitando-o com o olhar mais provocador que Harry já vira nele.
-Nossa, ele está te odiando mais do que nunca... – Comentou Rony fazendo uma cara de nojo ao olhar para Malfoy. – Tudo porque você conseguiu fugir do pai dele e escapar da morte. Como ele pode ser tão mal?
-Talvez ele não seja tão mal assim... – Disse Harry esperançoso e ao mesmo tempo desconfiado.
-O quê??? – Perguntaram Rony e Hermione juntos.
-Ele deve estar querendo nos matar por eu ter delatado o pai dele. – Disse Hermione também olhando na direção de Draco e seus colegas sonserinos que os vaiavam e os ofendiam gritando provocações em sua direção.
-O que está olhando Weasleysinho? Perdeu alguma coisa aqui pobretão? – Gritou Draco.
-Não começa Malfoy! – Gritou Harry revidando a provocação do garoto. Os dois se encararam tremendo. Primeira vez que ficavam frente a frente depois da noite que se passara. Um podia sentir o calor que emanava do corpo um do outro enquanto trocavam olhares de ódio e repugnância.
-Como ousa olhar pra mim? – Disse Draco entre os dentes contendo uma fúria doentia que deixava sua sensível e clara pele extremamente corada.
-Como você consegue dirigir a palavra a mim? Deveria estar morrendo de vergonha... – Disse Harry assumindo um ar superior. Draco olhou boquiaberto, indignado com a cara de pau de Harry. Ele estava começando a aprender a jogar do jogo de Draco Malfoy, começava a brincar do jeito dele. Como se Harry precisasse de algo para atiçar o garoto que já se sentia provocado com a simples existência de Harry.
-É melhor sairmos daqui antes que a gente se meta em encrenca, Harry. – Pediu Hermione puxando Harry pelo braço.Harry forçou um sorrisinho esnobe para Draco antes de dar as costas. Apesar de tudo, ainda estava extremamente confuso, os acontecimentos recentes ainda pulsavam na sua mente e... no seu corpo. Sentiu um empurrão nas suas costas antes de bater o queixo no chão. Draco havia o atacado por trás. “Quando vou me convencer de que não devo confiar num Malfoy? E que não devo dar as costas pro inimigo?”
-Seu covarde! – Rony partiu pra cima de Draco que o socou no estômago fazendo-o cair sentado no chão. Antes que Harry pudesse levantar, Draco pulou em cima dele dando tapas e o socando totalmente descontrolado.
-Você que deveria se envergonhar, Potter!!! É você que deveria se envergonhar!!!
-Você que teve um jeito muito estranho de me salvar!
-CALA A BOCA! CALA ESSA SUA BOCA PÉRFIDA DE COBRA!!!
Harry não se conteve, teve que soltar uma gargalhada na cara de Malfoy que revidou com um soco certeiro no meio de seu rosto. Rony e Hermione não estavam entendendo patavinas daquela briga maluca. Mas nada poderia piorar agora, Snape vinha andando pelo corredor abrindo espaço entre os alunos curiosos.
-Harry Potter... – Snape parecia deliciar cada letra do nome de Harry. Seu olhar era profundo e o despia completamente. Harry virou a cara, sentindo-se extremamente constrangido. – Como passou a noite de ontem, Potter? - O professor parecia o alfinetar com essa pergunta, como podia ser tão ousado? Ele levantou Harry e Draco do chão puxando os dois por suas camisas. -Quinze pontos a menos de cada um de vocês três. – Disse olhando para Harry, Rony e Hermione. O professor de poções encarou Harry e Draco nos olhos durante um tempo enquanto imobilizava os dois por suas camisas. – É melhor se apressarem para minha aula, não quero que cheguem atrasados. Snape deu mais uma olhada nos olhos dos dois garotos antes de soltá-los e seguiu pelo corredor silenciosamente. Draco esperou o professor virar para o outro corredor para puxar Harry pela gola de sua roupa.
-Eu te odeio... – Disse Draco olhando profundamente para Harry. Ele podia jurar que não imaginou os olhos de Draco se encherem de lágrimas ao dizer as palavras “eu te odeio
-Hoje à noite, me encontra nas masmorras às 10:00 em ponto, em frente a entrada da Sonserina. – Disse Draco sussurrando no seu ouvido. Harry demorou alguns segundos para assimilar conscientemente as palavras do garoto e só então perguntou:
-Pra quê?
-Para o nosso duelo.
-Nosso duelo?
-Vamos por um fim logo em tudo isso! Precisamos duelar, Potter. Não vai dar uma de covarde...
-Hoje à noite às 10:00. Fechado.
-Estou louco pra acabar com você...
-Tente.
Ron e Mione puxaram Harry o afastando de Draco. Os três arrastaram Harry dali antes que ele e Draco começassem outra sessão de tapas e socos.
-Duelo?! – Perguntou Rony.
-É claro que você não vai né, Harry?
Harry não respondeu.
-Vocês dois iriam se matar! – Disse Rony concordando com Hermione.
-Nunca vi tanta fúria nele... E sem contar que pode ser uma armadilha. – Restringiu Hermione. Uma armadilha de novo? Bem capaz que fosse. Mas eles estavam realmente precisando duelar para por todo aquele ódio que consumia suas almas para fora. Harry estava louco para que houvesse um duelo de verdade entre eles. Ele desejou por tudo no mundo que Draco tivesse realmente planejado um duelo. Mas um pensamento não parava de martelar em sua mente: “Ele salvou minha vida... Por que ele fez isso? Só pra me envolver naquele plano de humilhação? Se ele fosse mesmo meu inimigo não ia preferir me ver morto do que humilhado? Mas ele me salvou... e me salvou do seu pai! Sem dúvidas isso vai lhe custar muito... Por que arriscou tanto por mim?”
-Harry! Harry, a Mione tá falando com você, acorda! Harry tocava no próprio rosto, acariciando o lugar que tinha levado o soco de Draco.
-Harry, o que tá acontecendo com você?
O que está acontecendo comigo? Eu não sei. Não consigo parar de pensar nele. Por que ele está fazendo isso comigo? Por que eu estou agindo assim? Não entendo por que não paro de pensar sequer por um segundo no que aconteceu ontem! Por que eu fiz tudo aquilo? Eu não precisava ter feito nada, podia simplesmente ter só fugido... mas não! Por que eu fiz aquilo? Por quê? Vou acabar enlouquecendo!” E não era só isso que o perturbava. Sentia aquela coisa queimando sua carne, aquele estranho e torturante sentimento que não sabia ao certo o que era, mas que sua mente traduzia como ódio mortal por seu inimigo. Rony e Hermione olhavam sem entender pro rosto de Harry totalmente perdido em pensamentos.
-Harry, desculpa me intrometer, mas... O que realmente aconteceu ontem à noite? Entre você e Draco Malfoy? – Perguntou Hermione com um tom de voz desconfiado. Harry sentiu seu coração quase sair pela boca.
-NADA!
-Tá bom, me desculpa. Não está mais aqui quem falou... Mas sabe que se precisar de ajuda, pode contar com a gente.
Infelizmente esse era um assunto que ele não podia contar com a ajuda de ninguém. Na verdade podia sim. Só com a ajuda de uma pessoa. Draco. Precisava perguntar pra ele por que diabos tinha salvo sua vida.

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Comentem!
Bjs da Weasley's Girl!

Thursday, September 29, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor - Cap1

Finalmente minha Harry/Draco!

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Capítulo1: O Estranho Ataque

Lá estava ele. O olhar cinzento e superior, nariz empinado, o mesmo jeito aristocrático de sempre – o encarando. Draco Malfoy. Por que simplesmente nunca parava com isso? Por que não podia esquecer a implicância pelo menos um segundo?
-Me deixa em paz! – Explodiu Harry. Draco deu um sorrisinho esnobando Harry. Os dois continuaram a andar. Harry havia acabado de receber a notícia e não esperava encontrar Malfoy no meio do caminho. Que perseguição! Os dois entraram na ala hospitalar. Rony encontrava-se inconsciente em uma das camas. Nas outras camas estavam Pansy Parkinson e alguns outros sonserinos, mas não estavam inconscientes. Nem pareciam estar feridos, como era de se esperar de sonserinos, na certa estavam dando uma de vítima para chamar a atenção. “Típico de um sonserino”, pensou Harry. Ninguém sabia ao certo o que tinha ocorrido, Harry estava sozinho na sala Comunal fazendo seus deveres e estranhando a ausência de Rony e Hermione, quando alguns colegas grifinórios entraram gritando e dizendo que Rony estava na ala hospitalar. Fora um susto e tanto para Harry que seguiu correndo desesperado pelos corredores de Hogwarts até dar de cara com Malfoy, mas agora já tinham chegado, e Harry iria descobrir o que havia acontecido. Harry correu na direção de Rony enquanto Draco ia na direção de seus colegas.
- Rony! Rony, acorda! Você está bem?Rony estava acordando e ao ver um Harry ainda fora de foco, disse com esforço:
-Nós fomos atacados por alguma coisa... A Mione estava comigo... E-ela está bem não está?Um arrepio de medo passou pelo corpo de Harry
.-Mas eu não sei onde ela está!
-Eu vou procurá-la! – Rony tentou levantar, mas cambaleou caindo no chão.
-Não! Deixa que eu encontro ela! – Disse Harry afoito enquanto ajudava Rony a levantar. Madame Pomfrey chegou exasperada segurando uma bacia de metal, os olhos arregalados ao ver Rony fora da cama.
-Foi um ataque! Ele acabou de me contar! – Gritou Harry para ela.-Oh, preciso avisar Dumbledore imediatamente! – Com o susto, Madame Pomfrey deixou a bacia que segurava cair no chão com estardalhaço e saiu correndo. Harry se virou para Draco e os sonserinos que riam zombando dele. Como podiam? Por que não tinham avisado nada a ninguém? Ele precisava aprender a ignorar Draco Malfoy senão iria acabar não aguentando. Conseguindo ignorar os sonserinos, Harry saiu correndo da ala hospitalar, mas inesperadamente Draco correu atrás dele. Harry percorria os corredores do colégio que encontravam-se vazios. “Hermione, onde você está?
-Eu sei onde ela está. – Disse Malfoy como se estivesse lendo seus pensamentos. Harry o fitou com o olhar, sem entender o que o garoto estava pretendendo.-Por que diabos você tá me seguindo?
-Porque eu vi tudo o que aconteceu. Um comensal da morte levou ela pra floresta.
-O quê? Peraí, você... querendo me ajudar?
-Estávamos próximos ao lago, aquele Weasleysinho nojento estava no maior clima romântico com a sangue ruim, que nojo... quando de repente um comensal da morte saiu da floresta, um estampido com uma luz brilhante irrompeu no ar e a maioria das pessoas que estavam próximas caíram inconscientes no chão, inclusive o fracote do seu amiguimho. O comensal agarrou a Granger pelo braço e entrou com ela na floresta.
-E por que devo confiar em você, Malfoy?
-Você tem mais alguma pista pra se apoiar?


Os dois já estavam agora na orla da Floresta Proibida. Harry encarou a escuridão da floresta.
-O que foi, famoso Harry Potter? Tá com medinho, tá?
-Aonde é que ela está? – Perguntou Harry furioso, a varinha em punho, quase que rosnando.
-Já disse, está na floresta. Harry olhou mais uma vez para escuridão da floresta. Precisava achar Hermione, precisava salvá-la e tinha medo que já fosse tarde demais. Ele apertou os dedos em volta da varinha, disse “Lumus” e entrou na floresta. Viu que Malfoy continuava parado sem sair do lugar.
-Seu bastardo, você não vem?
-Pra que vou perder meu tempo salvando uma sangue ruim?
-Cala- a -boca!
-Quem é você pra me mandar calar a boca? Sai da frente! Draco impunhou sua varinha. Os dois seguiram para dentro da floresta.
-A tua idiotice me impressiona, Potter. Você sabe que nunca poderia estar entrando na floresta proibida enquanto Você-Sabe-Quem está te cassando.
-Eu sei, ainda mais acompanhado por um Malfoy.
-Por que não leva o caso direto ao velho gagá do Dumbledore?
-Cala a sua boca, Malfoy! Mais uma e eu te arrebento a cara!Draco fez um muxoxo esnobe. Harry olhou para ele enfurecido e continuou:
-Você só tá falando isso porque tá com medo da floresta.
-Não. É porque é o raciocínio mais lógico. Mas não, você sempre fica querendo dar uma de heróizinho!
-Olha, você não está ajudando nem um pouco!
-Eu, ajudar você? Claro que não. Só quero assistir sua derrota.
-Cala essa sua boca imunda Malfoy! Eu preciso salvar Hermione!!! Harry não conseguia raciocinar direito com Draco o provocando. Ele só pensava que sua amiga estava agora nas mãos de um comensal da morte... E isso significava que já podia estar... morta. Rony havia implorado para ele encontrá-la. Precisava salvá-la, não importava como e onde.
-Está chorando feito um neném, Potter! – Debochou Malfoy rindo cruelmente de Harry enquanto corria em seus calcanhares. Harry não teve forças de responder, nem de socar o garoto, só queria correr e encontrar Mione o mais rápido possível. Ele sentiu uma pontada forte no peito em pensar que já poderia ser tarde. Apertou os passos, a respiração ofegante, o suor escorrendo por sua cicatriz que começava a arder descontroladamente e um estranho Malfoy que continuava a correr em seu encalço?! Tudo aquilo estava muito estranho, não fazia o menor sentido.
-Não consigo entender! – Gritou Draco ofegante atrás de Harry que não lhe deu a mínima atenção, mas Draco continuou:
-Não consigo entender como você continua vivo sendo tão burro!
Harry olhava desesperado de um canto a outro e nada. Tudo escuro, tudo vazio, não via mais nada além da cara irritante de Draco Malfoy. Continuou correndo.
-Não vai desistir não, Potter burro? Ui, espero que sua idiotice não seja contagiosa. – Disse Draco tremendo seu corpo fingindo repugnância. Harry caiu no chão chorando completamente esgotado.
-Você me enrolou, não foi? Mentiu pra mim! Pela primeira vez na vida eu confiei em você!!!
-Você é mesmo uma besta humana, tá pra nascer bruxo tão idiota quanto você. – Disse Draco com um ódio absoluto. – Você só age por impulso seu grifinório desprezível? Não percebe que é arriscado demais pra você?!!! Como pode arriscar sua vida desse jeito? Seu estúpido!
Enquanto Draco gritava com ele, mais parecia um sermão, Harry começava a pensar o quanto aquela história era absurda. O que diabos Ron, Mione e os Sonserinos estavam fazendo no lago? E um ataque? Um ataque de um Comensal da Morte nos terrenos de Hogwarts, embaixo do nariz de Dumbledore? Era tudo tão esquisito... “Como pode ser? Um comensal da morte... Draco Malfoy... Comensal da morte...”, pensava Harry um segundo antes de sentir uma pontada em sua cicatriz. A figura encapuzada estava bem a sua frente. Mas não era Voldemort, que pela dor não estaria muito distante dali. Era Malfoy. Lucius Malfoy. Não deu tempo de Harry reagir, cordas invisíveis já o prendiam no tronco de uma árvore. Sua varinha voara e Draco Malfoy já a apanhara no ar.
-Belo trabalho, filho. – Disse a voz fria e seca de Lucius enquanto os olhos de Draco brilhavam de satisfação com o som dessas palavras. Mas seu olhar satisfeito foi se esvaindo em olhar ao redor, começou a sentir seu corpo inteiro tremer.
-P-pai? Onde está a sangue ruim?-Fugiu... com um maldito gigante! Mas pelo menos ela serviu de isca para Potter.Fugiu? E agora? Como seu plano poderia entrar em ação? A intenção dele era de distrair seu pai com a maldita Granger enquanto...
-Vai atrás dela! Deixa que tomo conta do Potter. - As palavras começaram a surgir na boca de Draco, realmente precisava dar uma de Harry Potter e agir por impulso, precisava improvisar uma outra saída.
- Não deixe de acabar com mais uma sangue ruim, ela é muito metida a ser esperta e vai te delatar!
- Não deixe que nada aconteça, filho. – Ordenou Lucius pensativo. - Vou chamar os outros e ver se a encontramos e... não deixe com que Potter escape por nada nesse mundo! Está me ouvindo? E faça ele calar a boca! – Lucius deu as costas e começou a andar, mas parou de súbito olhando nos olhos de seu filho. - Ah, você pode se divertir torturando ele um pouquinho... Aproveite, daqui a pouco estarei de volta para enfim entregá-lo nas mãos do Lorde das Trevas. – Disse Lucius com um típico sorrisinho de Malfoy malicioso nos lábios.Harry se debatia contra as cordas gritando sem parar. Gritava de ódio, um ódio que parecia rasgar seu corpo por dentro. Draco tinha razão, como podia ser tão estúpido? Caíra tão facilmente na armadilha de seu inimigo... Draco esperou seu pai se afastar. Quando o brilho da cabeça loura de seu pai sumiu na escuridão, ele tirou de dentro da capa um objeto e correu para cima de Harry.
-Cala a boca e segura firme nisso aqui! – Draco segurava um velho objeto apertando-o desesperado contra a mão de Harry.
-O que é isso?
-Uma chave de portal!
-Mas o que você tá fazendo?
-Salvando sua vida, seu imbecil!
Draco deu uma olhada para Harry um segundo antes de sentir-se puxado pela chave de portal. Ele viu os olhos verdes intensos de Harry contrastando contra a escuridão da Marca Negra que se formava no céu e se agarrou a ele. Harry sentiu um solavanco, como se estivesse sendo puxado pelo seu umbigo.Viu tudo girando diante dos seus olhos, sentia seu corpo esbarrando no corpo de Draco, até cair sentindo o impacto de seu corpo em algum lugar. Viu o rosto de Draco e depois o rosto de Snape e em seguida uma luz. Sua cabeça doeu, sua vista começou a escurecer até tombar inconsciente no chão.

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Comentem!
Beijão!

Tuesday, September 27, 2005

Linda a fanart do Ron agarradinho no Harry! N�o me lembro onde peguei... Posted by Picasa

O Que Não Se Conta Nos Livros - Cap6

Bom, finalmente terminei de escrever o último capítulo da fic... depois de reescreve-lo todo! Ficou meio grandinho! Mas não consegui cortar nada pra tentar diminuir. Achei que é assim que ele tem que ser mesmo.
AVISO: Esse capítulo é meio forte pra menores de 17 anos , contém sexo homossexual e sexo à três (homem/mulher/homem)!!!

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Capítulo 6: O Trio

-Harry! Harry! Harry!!!
-Hum? -Harry ainda estava dormindo quando acordou com a imagem de Rony a sua frente. Rony estava com os olhos faiscantes e um sorriso que vinha de um canto a outro do rosto. Trazia de volta a capa de invisibilidade de Harry e estava com suas vestes um tanto amarrotadas.
-Eu queria... te contar uma coisa. Você não vai acreditar no que aconteceu... -Disse Rony excitado e eufórico, mas ao mesmo tempo muito tímido.
-O que aconteceu? - Perguntou Harry sentando na cama.
-A Mione me ama!
-Novidade...Eu nem sabia...-Disse Harry sarcástico.
-Harry, eu... eu fiz tudo com ela.
-Você o quê???
-Eu fiz amor com ela, comi ela, fudi com ela, foi mágico, foi a melhor coisa do mundo...
-Tá, agora vê se não enche, tá legal?
-Mas você não vai querer saber os detalhes??! - Rony sentou-se ao lado de Harry e olhou para ele com um brilho intenso no olhar, um brilho que Harry nunca vira em Rony antes. Ron respirou fundo e começou a contar:
-Eu a levei pra um lugar escondido e a gente começou a discutir...
-Pra variar.
-De repente tudo começou a ficar insuportável, senti tudo rodando na minha cabeça... Meu corpo estava quente e eu de repente a puxei pra mim...
-...E? - Suspirou Harry que já estava sentindo seu coração dar galopes dentro de seu peito. Nunca tinha visto Rony desse jeito, admitindo sentimentos, e isso era um tanto diferente.
-Ela me beijou de um jeito... ela estava quente, a pele dela era tão gostosa... e então tudo de repente foi acontecendo naturalmente, até que eu botei ela de quatro...
Harry engasgou. Ficou assustado ao ouvir isso porque imaginou Rony fazendo o mesmo com ele.
-Doeu? - Perguntou Harry.
-Doeu um pouco no início, acho que mais pra ela do que pra mim, mas o tesão é tão grande que você nem sente a dor...
Harry deitou de bruços em sua cama e ficou imaginando Rony fazendo com ele o mesmo que fez em Hermione. "O tesão é tão grande que você nem sente a dor." Ele imaginou Rony falando isso e depois penetrando ele. "Pare de pensar! Por favor, pare!" Harry se assustou com seus próprios sentimentos.
- Hoje vou pedir oficialmente pra namorar com ela, apesar de já ser óbvio que estamos namorando...
- Ah, me deixa em paz... - Harry sentou na cama parecendo muito infeliz. Rony ficou boquiaberto. Como Harry podia estar tão infeliz? Ele esperava que no mínimo seu melhor amigo fosse ficar super feliz por ele. Harry saiu do dormitório dos meninos antes que Rony perguntasse ou falasse mais alguma coisa.
Hermione estava na sala comunal e Harry foi até ela.
-Hermione! Rony me contou tudo! Por que fez isso comigo? Por que me deixou de fora mesmo sabendo de tudo o que eu estava passando? Achei que fosse me ajudar, mas não! Preferiu ficar com ele todo só pra você!!! - "AH! O que está acontecendo comigo?" - Pensou ele depois de descarregar tudo em cima de Hermione.
-Harry, você está com ciúmes?
-Claro que estou! O que você acha? Você me deixou de fora! Pode ficar com o Rony só pra você! - Rony vinha descendo as escadas olhando para eles, mas não conseguia ouvir o que eles estavam falando, só percebeu que estavam brigando de um jeito estranho. – Tenta imaginar como eu estou me sentindo! – Continuou Harry - Você me largou de lado! Não agüento mais me sentir sozinho, tá legal?
Rony se aproximou mais, temendo o que pudesse ouvir.
-Harry, não é nada dis...- Hermione parou de falar ao sentir Rony parando às suas costas.
-Continua, Hermione. Não é nada disso o quê? - Perguntou Rony furioso. Os rostos de Rony e Hermione ficaram vermelhos ao se encarar, era a primeira vez que se viam depois da noite anterior. Como queriam se abraçar e se beijar novamente... mas alguma coisa errada estava acontecendo. Harry e Hermione se olharam desesperados.
-Ah... Agora já estou entendendo tudo! SE VOCÊ ESTAVA A FIM DA HERMIONE, POR QUE NÃO ME DISSE ANTES, HARRY?
-Não! Não é nada disso! Eu não gosto da Hermione!
-AH NÃO?
-Não, eu...Bem, é que eu...e-eu...e-estou... – Harry engoliu em seco e encarou Rony nos olhos. – Eu... eu...
-Por que vocês dois não se encontram hoje mais tarde no banheiro da Murta que Geme pra poderem conversar com mais... privacidade? - Sugeriu Hermione.
-Tá, pode até ser, mas vocês dois estão me escondendo alguma coisa e eu não gosto disso! - E saiu chateado pelo buraco do retrato. Quando Rony saiu, Harry olhou desesperado para Hermione.
-Ah, o que você quer que eu faça?
- Você tem que falar pra ele!
-Como??? Tipo: Rony, você é meu melhor amigo mas meu maior desejo é que você me ponha de quatro e me coma como fez com a Mione?!!!
- Ui, que gostoso... Harry, eu preciso ver vocês dois fazendo isso...você nem imagina como eu acho isso gostoso...
- Tá maluca? Eu não posso falar coisas assim pra ele! - Gritou descontrolado. Hermione olhou nos olhos dele.
- Harry, você... me acha louca por...?
- Não... - Harry suspirou, agora ficando mais calmo- ...acho que essa é a sua fantasia...
- Como assim?
- Fred e Jorge me disseram que todo mundo tem fantasias sexuais, acho que a sua é... ver eu e o Rony...
- E isso não é estranho?
- Não sei... mas acho que a minha é mais estranha.
- E qual é?
- Ter meu melhor amigo me fudendo...


Entraram no banheiro da Murta. Não havia uma alma viva por perto, nem morta. Por sorte Murta não estava por ali.
-Bem...vocês dois podem ficar à vontade, eu... eu vou estar dentro de uma dessas cabines lendo este livro. - Hermione puxou um livro que abraçava por dentro da capa e entrou numa cabine do banheiro fechando a porta enquanto fitava os dois garotos com o olhar. Aquilo iria ser maravilhoso... Ela deixou a porta meio entreaberta sem que eles notassem. Pela primeira vez ia ter um livro nas mãos que não ia estar prestando a mínima atenção na leitura. Ela iria prestar atenção a cada palavra de Harry e em cada reação que Rony pudesse ter.
- O que vocês dois estão escondendo de mim? - Perguntou Rony tenso e furioso.
- Ron, eu... não sei como te dizer...
- Sou seu melhor amigo, n-não sou?
- Claro, e é isso, eu... tenho medo de te perder.
- Por que? Fala a verdade, você a ama e tá escondendo de mim só porque eu...
- Cala a boca! Não é nada do que você tá pensando. Parece que você passou tanto tempo pensando só na Mione que acabou se fechando pra o que estava ao seu redor...
- Hãn???
- Rony... - Harry respirou fundo - Olha... - E respirou mais outra vez e parou imóvel na frente dele. Olhou seu melhor amigo e parou para pensar que ele era o que mais amava no mundo.
- Que foi?
- Não aguento nem pensar na possibilidade de você parar de falar comigo e se afastar de mim...
- Mas o que aconteceu???
Harry encostou na parede com os braços cruzados, a expressão contraída. Rony viu o rosto de Harry enrubescer até uma lágrima escapar e rolar pelo seu rosto. Rony ficou um instante imóvel e pensou " Mas o que ele fez de errado? " Se aproximou dele devagar e o abraçou. Simplesmente o abraçou, droga, sentir o corpo de Rony contra o seu agora não era uma coisa que ajudaria Harry na situação, mas que o deixaria ainda mais descontrolado. Ele o apertou forte e desabou a chorar no colo de Rony. "Merda! Como sou estupidamente patético!" Pensou Harry, e achar que estava agindo da forma errada o fazia ficar ainda mais desesperado.
- Calma, calma. - E Rony o envolvia apertando forte, os braços em volta do seu corpo, seu peito se contraindo contra o dele, estava próximo demais, mal conseguia respirar... Rony sentiu algo em Harry que o fez soltar o amigo ficando com o rosto vermelho.
- Fala, pode falar, sabe que pode confiar em mim.- Encorajou Rony.- Sou seu melhor amigo.
- Ron, você sabe que eu andava confuso...- Harry respirou fundo, precisava tomar coragem - Sei que pra você de início pode parecer estranho, pra mim também parece estranho, mas... Desde que te vi no Expresso de Hogwarts quando a gente se conheceu, senti algo especial...
- Também senti... que a gente ia acabar sendo muito amigo...
Harry fechou e abriu os olhos tentando ignorar o jeito alheio de Rony de não perceber nada ou de fingir que não estava percebendo. Suspirou com dificuldade e prosseguiu:
-...Antes daquela noite na Toca, no seu quarto, eu já estava confuso... Eu estava começando a descobrir sentimentos novos pra mim, bom, disso tudo você sabe... Mas a verdade é que você não sabe de tudo, nem eu sabia...E depois...
Rony começou a perceber que seu corpo estava trêmulo já há algum tempo. Olhou para Harry de cima a baixo percebendo que o amigo estava muito mais trêmulo do que ele. "Deus, o que seria tudo aquilo?"
-...Depois fui descobrindo... mais coisas que eu sentia e cada vez mais coisas e sentimentos que me deixavam assustado.
Rony começou a temer no que pudesse ouvir, quis sumir, estava sentindo tudo misturado só em pensar em coisas que Harry pudesse falar.
-...depois veio o medo junto com desejo de... não queria mais parar de sentir nada porque era cada vez mais forte, você... Droga, você não deve estar entendendo nada, olha Ron... Vou te dar uma pista. Você se lembra da segunda tarefa do Torneio Tribruxo?
Rony fez que sim com a cabeça com um olhar desconfiado. E Harry prosseguiu:
-Lembra que eles tinham que pegar a pessoa que eu mais sentiria falta? E quem eles pegaram foi você. Isso porque... isso porque eu não suportaria viver sem você. Ron, você é a pessoa mais importante da minha vida.
Rony já tinha dado pelo menos dois pequenos passos para longe de Harry que o encarou, as lágrimas ainda descendo pelo rosto, um desejo incontrolável de ter aquele garoto de novo em seus braços.
-Eu te amo. - Falou Harry finalmente com a voz sufocada.
Rony ficou imóvel na sua frente. Ficaram em silêncio absoluto. Hermione, que observava tudo por entre a porta semi encostada, prendeu a respiração. Naquele momento todos os pensamentos rodaram na cabeça de Rony e ele só pensou nitidamente que não sabia se era mais estranho ter sua irmã dizendo que o amava ou seu melhor amigo dizendo o mesmo. Mas seus olhos não desgrudavam dos olhos de Harry.
- Por favor, não fica me encarando assim, fala alguma coisa...
Rony continuou em silêncio. Ficaram um tempo se olhando, para Harry pareceu a eternidade. E Rony de fato não sabia o que dizer, nem como agir.
Harry deu um passo para frente. E mais outro. Estava se aproximando demais, fitando seu amigo com o olhar, a respiração acelerando.
Mas Rony saiu de perto num impulso. Se ele continuasse parado ali, Harry teria o beijado.
- M-me d-desculpa... E-eu preciso pensar, p-preciso pensar... - E escorregou para o chão, sentando-se, completamente tonto. Depois de um tempo, perguntou:
-Você... tem certeza? Não está confundindo amor fraternal com... – Harry fez que não com a cabeça antes mesmo de Rony terminar a frase.
-Já pensei muito sobre isso.
-Éhr... eu também sinto algo muito especial por você, mas é como amigo. Bom, é normal que a gente, digo, que você esteja só confundindo as coisas, não é?
Como era esquisito estar tendo essa conversa. “Como eu queria que você não me fizesse perguntas e sim me beijasse... daria tudo para ter apenas um beijo seu nem que fosse por um minuto...”, quando Harry pensou em criar coragem para falar isso, Rony olhou em seus olhos mais uma vez, mas continuou fazendo perguntas.
-Você t-tem certeza mesmo, o que eu estou tentando dizer é se... se você sente... se você sente... Harry, eu sou um garoto!
-Eu sei! Pois se você quer saber, eu sinto tudo, TUDO! Até sentimentos que você nem imagina! Tenho sonhos eróticos com você toda a noite e o dia inteiro também! Por favor para de me olhar desse jeito como se eu fosse um alienígena!
Rony olhava para Harry sem saber o que dizer vendo as lágrimas escorrerem com mais intensidade sem parar dos olhos de seu amigo.
-Por favor, não sente pena nem nojo de mim. – Pediu Harry tentando secar o rosto com uma mão absurdamente trêmula. – E, sabe, eu não gosto de garotos, nunca gostei. Tudo isso é só uma coisa que sinto só por você. E nunca vou sentir por mais ninguém.
Um silêncio tomou conta do lugar durante um bom tempo, só ouvia-se as respirações um tanto ofegantes dos dois. Harry chegou bem perto de Rony e secando de vez suas lágrimas, o abraçou. Rony não sabia se correspondia ao abraço ou não e permaneceu imóvel durante um tempo. Depois passou o braço por cima do ombro do amigo só que de forma meio seca, mas não deixou de permitir que seus corpos se encostassem e Harry o apertasse forte. Não iria o tratar com repúdio, pois afinal era seu melhor amigo.
Hermione olhava para Harry e Rony se abraçando. Imaginava coisas que não podia mais controlar. Não queria ficar ali dentro escondida. Não suportava mais reprimir o que a acompanhava há séculos. Suas pernas estavam bambas, seu corpo tremendo dos pés à cabeça e não suportava mais se reprimir tanto, precisava fazer alguma coisa e seria a mais louca que já pensara em fazer antes. Ela se sentia bem perto dos dois, tentaria vencer a timidez, se é que agora lhe restara alguma, perto dos dois sentia-se tão à vontade agora... Já tinham vivido tantas coisas juntos... Se ela não fizesse nada os dois iam ficar na mesma, com o rumo que a conversa havia tomado... e também ela conhecia Rony o suficiente para saber que depois que Harry o soltasse, ele provavelmente iria mudar de assunto e os dois voltariam à sala comunal com um Rony agindo como se nada tivesse acontecido, mesmo que ele estivesse sentindo alguma coisa por Harry. Mas os dois garotos ainda estavam abraçados. Hermione respirou fundo e saiu devagar da cabine, se aproximando deles, disse quase sem voz alguma:
-O que estão esperando para se beijarem?
Rony sobressaltou-se ao ouvir Hermione enquanto sentiu o corpo de Harry tremer contra o seu.
-Ah, a-até esqueci que você e-estava aí... - Disse ele assustado se soltando de Harry. – E-eu... éhrm... o que foi que você disse?
-Beija ele...
Harry olhou surpreso para Hermione. Rony ficou corado percebendo que a garota estava excitada e ao mesmo tempo ficando totalmente boquiaberto com o pedido dela. Hermione se aproximou mais ainda dos dois, com a respiração alterada, apertando com as mãos nervosas a barra de sua saia. Encarou Rony, que retribuiu com um olhar super excitado. Depois do que tinham vivenciado na noite anterior, era impossível se olharem sem ficarem excitados. Hermione foi em direção a ele, passando direto por Harry. Seus lábios se encontraram fervendo em paixão.
-Hum... como você tá quente... – Disse Hermione em meio aos beijos que Rony investia em sua boca. Harry recuou quase deixando os dois sozinhos, como Rony era irresistivelmente lindo quando beijava... e como seus dois amigos juntos eram gostosos, da maneira que sempre imaginara. Mas ele foi recuando, sentindo-se mal, queria sair dali o mais rápido possível e deixar Rony sozinho com sua garota. Ele devia ser um inconveniente no meio dos dois, era assim que estava se sentindo naquele momento. Mas Hermione de repente parou de beijar Rony e olhou para ele.
-Espera! Volta aqui... Aonde você pensa que vai? - Ela foi andando diretamente para ele, o puxou pela camisa e simplesmente o beijou. Rony se assustou. Por que Hermione estava fazendo isso com ele?
Harry sentiu um forte arrepio com o contato. Agora realmente tudo ficara insuportável de controlar, Hermione estava o beijando na frente de Rony... Seu corpo, que estava mais que sensível a qualquer contato, o fez corresponder o beijo de forma absoluta. Hermione não esperava tanta intensidade vinda de Harry e isso a deixou ainda mais excitada. Nem podia acreditar que estava beijando Harry na boca. Finalmente estava sentindo o gosto de seu amigo, matando a curiosidade que sentia já há muito tempo, e como era gostoso... Rony sentiu-se mais confuso ainda e correu em direção à porta, queria sair dali. Hermione rapidamente puxou sua varinha gritando um feitiço que fazia a porta ser bloqueada. Rony olhou para ela.
-Estou preso aqui?
Ela fez que sim com a cabeça, e em seguida lançou um feitiço em volta de todo o local.
-Feitiço para bloquear o som. – Explicou ela. – Tudo que se passar aqui dentro vai ser impossível de ser escutado lá fora, nem que a gente exploda uma bomba aqui dentro.
Os garotos olharam um tanto surpresos e apreensivos para ela. Ela respirou fundo e chegou para perto de Rony. Voltou a beijá-lo. Harry olhava para eles sentindo as batidas de seu coração acelerando. Hermione pegou na mão de Rony e a levou até a mão de Harry com um jeito muito sensual. Ela tocava em sua mão fazendo um carinho quase obsceno, seu dedo roçava com força na palma da mão do garoto. Ela repousou a mão de Rony sobre a mão de Harry. Rony fez um leve movimento com sua mão, quase se fechando sobre a mão de Harry, mas em seguida Rony o soltou se afastando dele, um tanto assustado.
Hermione voltou a beijar Rony, e em seguida parou e voltou a beijar Harry. Quando ela o soltava, Harry olhava nos olhos de Rony, que não parecia mais confuso quanto a ela beijar Harry. Os dois melhores amigos trocaram olhares marotos. Sempre gostaram da idéia de ter uma garota para dividir entre os dois, e isso era melhor ainda, pois a garota se tratava de Hermione, sua melhor amiga, a garota que mais amavam no mundo. E ela não parava de beijá-los, indo de um para o outro. Os três, sem perceber, já estavam com os corpos colados um no outro, ela entre os dois garotos, que começaram a passar as mãos pelo corpo dela ao mesmo tempo, por cima das vestes de Hogwarts da garota. Rony lançou um olhar safado para Harry que entendeu que ele estava pedindo pra que ficasse junto dele. Ron então puxou Hermione na direção da pia do banheiro. Segurou ela com força e a colocou sentada em cima da pia de pernas abertas para ele e Harry. Ron começou a deslizar as mãos pela perna da menina, e Harry também começou a fazer o mesmo, com sua mão esbarrando na de Rony quase que o tempo inteiro. Ela sentiu as duas mãos dos garotos subirem pelas suas coxas e entrarem por debaixo de sua saia, enquanto segurou um gemido. Eles despiram ela da calcinha e em seguida Hermione sentiu as mãos de Harry e Rony tocarem na parte mais íntima do seu corpo, dessa vez se entregando totalmente ao que sentia e deixando escapar todos os gemidos. Ela beijava as bocas dos dois quase que ao mesmo tempo, fazendo com que os rostos deles ficassem bem próximos. Harry já até conseguia sentir o gosto do Ron pela boca da Mione, não que ele não tivesse amando sentir o gosto dela também. Ele sentia os gostos de Ron e Mione misturados.
Hermione começou a desamarrar a gravata de Rony, que já estava frouxa, pois ele sempre andava meio largado. Hermione foi descendo suas mãos até o tórax de Rony. Começou a desabotoar os botões de sua camisa. Não precisou nem puxar ela de dentro da calça, pois a camisa já estava toda desarrumada para fora, típico das vestes do Weasley, que o tornavam ainda mais sexy. A garota então não demorou de chegar até o último botão e abriu a camisa de Ron na frente de Harry, que deslizou o olhar pelo tórax definido do garoto desejando o ruivinho mais do que nunca. Ela também não parava de fazer, como se fosse sem querer, Harry e Rony se encostarem. Ron já estava ficando até com o corpo corado de tão quente e envergonhado que ficava a cada toque que Hermione fazia Harry dar em seu corpo. As palavras de amor de Harry ainda latejavam em sua mente, como ele poderia esquecer de todas aquelas coisas que Harry tinha falado para ele?
Hermione foi descendo a mão para a calça de Ron fazendo-o desejar que ela tocasse nele. Ela abriu o botão da sua calça bem devagar, enquanto sabia que estava deixando os meninos ainda mais excitados. Ron não duvidou que se ele deixasse ela iria despir sua roupa toda na frente de Harry.
-Para! – Disse ele envergonhado. Ficar nu na frente de Harry agora tinha um novo significado. Hermione respeitou a vontade de Rony e o soltou. Foi até Harry e começou a abrir os botões de sua camisa também enquanto o beijava.
Em seguida puxou as mãos de Rony e levou-as até o peito nu de Harry. Os garotos só se deram conta quando Rony já estava deslizando as mãos pelo corpo de Harry, de repente abriram os olhos se encarando assustados.
-V-você tá tremendo tanto... – Disse Rony ainda com as mãos sobre o peito de Harry.
-Você tá mais do que eu...- Disse Harry com o rosto vermelho. – Por que você tá assim?
Rony, num impulso, tirou sua mão de Harry ficando com o rosto ainda mais corado do que já estava, se é que isso era possível. “É, por que eu estou assim?”, pensou ele sem entender a sua própria reação. “O que diabos Hermione está tentando fazer?”, pensou Rony. Hermione beijou Harry de um jeito ainda mais intenso dessa vez, deslizou as mãos pelo tórax do garoto, descendo pela barriga e fez a mesma coisa que havia feito com o Rony, abriu o botão da calça, mas ainda sem despir e sem tocar no seu sexo, que visivelmente lutava para sair de dentro da calça. Ela continuava o beijando, até que parou e olhou para Rony que observava tudo tentando inutilmente esconder sua excitação.
-Isso te encoraja a fazer o mesmo? – Perguntou ela para Rony parando de beijar Harry.
-O mesmo?
-Beija ele... deixa ele te tocar na minha frente pra eu ver? Pega nele como você fez lá na Toca...
Harry e Rony riram nervosos. Os três ficaram calados um tempo, com um Rony que não parava de se mexer de ansiedade, desviando o olhar de Harry e fingindo que o garoto não estava ali.
- Ron, o Harry te ama... - Disse Hermione tentando despertar Rony para a realidade. Mas o garoto olhou nervoso para ela e de repente voltou a duvidar:
- Olha, Harry, v-você d-deve estar enganado... você vai acabar percebendo que tudo isso não passa de uma confusão da sua cabeça, ok? - Disse Rony olhando incrédulo para Harry, mas não adiantava fingir que não acreditava na declaração de amor que Harry tinha feito para ele.
- Para com isso, Ron! Eu já te expliquei... – Disse Harry aflito. – Sempre senti tudo isso desde o início, nossa, cada vez que a gente ficava de férias, eu não agüentava ficar longe de você, e cada vez que eu te via novamente sentia meu coração queimando, eu sou muito apaixonado por você, você não entende isso?
Rony estava boquiaberto, por um segundo deixou escapar um sorriso ao lembrar da sensação que tinha toda vez que reencontrava Harry no final das férias, mas ainda não conseguia admitir nenhuma palavra que ouviu, apesar de sentir cada uma delas com um impacto extremamente forte.
-Ah, v-você não pode tá sentindo... – tentou Rony duvidar mais uma vez. – O que você sente é só amor de amizade, tá legal? Só amizade!!!
-Não vem dizer mais uma vez que estou confuso! Chega! Já te disse que sinto tudo, por que tá duvidando de mim? Como é que eu posso ser mais claro? Ron, eu morro de tesão em você... – Disse Harry completamente excitado.
Rony ficou com o rosto tão corado que parecia estar mais vermelho que seu cabelo.
-Por que você tá vermelho desse jeito? – Perguntou Harry com um jeito sensual, apesar de tímido.
-Eu não estou! – Apelou Rony fingindo estar em seu estado normal, mas tapando o rosto entre as mãos de tanta vergonha.
- Você... está corado sim. – disse Harry quase fazendo um carinho no rosto de Rony, mas freando a mão no meio do caminho.
- Para de me olhar assim!
- Por que você tá dando esse sorisinho, Ron? – Perguntou Hermione dessa vez, ficando ainda mais excitada.
- Pa-ra... – Disse Rony sorrindo com o rosto em chamas. – Parem de me fazer perguntas! – Porém, ele não conseguia parar de sorrir, mas era um riso muito safado.
- Que foi? – Perguntou Harry rindo para ele com um brilho intenso no olhar.
- Eu to rindo de vergonha, porra! Com todo esse cacete você tá me botando maluco! Tá tudo rodando na minha cabeça... Cala o caralho dessa sua boca!
Harry olhou com um olhar tão excitado, que fez Rony abaixar a cabeça de tanta vergonha. Uma das frases que Rony tinha acabado de falar bem que poderia ter um outro sentido se não tivesse sido dita de forma tão irritada, ou pelo menos fingindo irritação. Rony percebeu que Harry estava o olhando do mesmo jeito em que o olhou na noite em que dormiu em seu quarto junto a ele nas férias de verão. E era o mesmo olhar que Harry ficava quando estavam no dormitório, ou mais ainda, quando eles se trocavam ou tomavam banho juntos.
- Ron, para de vergonha, para de se prender. – Disse Hermione olhando para ele. – Coloca seu fogo pra fora de uma vez, eu sei o quanto você é quente.
Hermione sabia muito bem provocar Rony. Era como perturbar um dragão adormecido. Apesar dele parecer estar bem aceso. Por um minuto Ron pareceu varrer todas as preocupações da sua cabeça e deixar ficar totalmente entregue ao que sentia lá no fundo. Harry se aproximou mais do ruivinho que estava tão quente que Harry conseguia sentir seu calor à distância. Os dois se encararam enquanto passaram a língua nos lábios tentando imaginar como seria sentir a boca um do outro. Sentiam uma certa estranhesa. Como devia ser beijar a boca de outro garoto? E não um garoto qualquer e sim alguém extremamente especial. Suas respirações ficaram mais pesadas, engoliram em seco antes de tomar iniciativa. Os dois pareciam estar lutando contra alguma coisa, principalmente Rony. O quanto mais ele se aproximava de Harry, mais lutava para ficar mais afastado, parecia um misto de repúdio e tesão. Até que num impulso Harry o puxou com força para si. Seus lábios se tocaram de forma selvagem contrastando com toda a suavidade do carinho que sentiam um pelo outro. Pareciam se devorar. Pegavam tão forte um no outro que parecia até que estavam prestes a se baterem, se socarem, se rasgarem, como se estivessem numa briga. Harry amava Rony, mas mesmo assim não deixava de achar estranho e novo ele estar beijando em sua boca, afinal eram dois amigos... e dois garotos, mas seus sentimentos superavam tudo isso e nada mais importava... De repente os dois se soltaram se empurrando com força. Harry e Hermione temeram qual seria a reação de Rony depois daquele beijo. Rony nunca tinha imaginado aquilo, beijar Harry... parecia que estava numa espécie de sonho louco. Também nunca tinha imaginado Hermione tão assanhada. Ele sentiu um arrepio, não queria mais que as coisas parassem. Hermione se aproximou de Rony, pôs a mão por dentro da calça dele que já estava aberta, e em seguida puxou sua cueca para baixo. Rony teve o reflexo de se tapar, mas ela tirou suas mãos e segurou firme em seu sexo. Rony morreu de vergonha de Harry, mas não parava de desejar que sua mão também estivesse ali.
-Vem cá, Harry. Me dá sua mão...
Harry olhou para Rony meio que sem saber o que fazer, ele já tinha o tocado uma vez, mas a situação agora era outra e era bastante diferente, havia sentimentos em jogo. Harry deixou Hermione guiar sua mão enquanto aproximou seus lábios dos de Rony, parando com a boca bem perto de beijá-lo novamente. O corpo de Rony estava pegando fogo.
-Toca nele...
Mione forçou a mão de Harry contra o pênis de Rony que deu um gemido de prazer misturado com susto. Ele sentia Harry olhando para seu corpo, aquele olhar tão quente que parecia estar passando todo o calor para ele. Rony, sem mais se controlar, envolveu os lábios de Harry com os seus enquanto deixava escapar um gemido. Harry sentia Rony soltar gemidos dentro de sua boca enquanto sua mão deslizava em seu pau junto com a mão de Hermione. Ah, por que os beijos e os toques de Harry estavam sendo tão bons? Ele sentia a língua do garoto percorrendo por dentro de toda a sua boca e isso o provocava sensações que nem o deixavam raciocinar nem para se perguntar porque beijar e ser tocado por seu melhor amigo estava sendo tão gostoso. Harry, Rony e Hermione surpreenderam-se beijando ao mesmo tempo, as três bocas juntas. Foi quando sentiram tudo esquentar mais. Hermione sentiu-se imprensada na parede pelos corpos dos seus dois homens enquanto estava sendo desnudada por eles. Eles a despiram totalmente. Como era insuportável sentir seus corpos roçando com força um no outro, sentir suas mãos percorrendo cada centímetro de seus corpos. Por que não tinham feito isso antes? Tantos momentos sozinhos a serem aproveitados... Eles chegaram num ponto que precisavam sentir-se um dentro do outro... Harry foi o primeiro a cair de joelhos na frente de Rony. Hermione imediatamente seguiu seu exemplo. Rony delirou ao sentir as línguas de Harry e Hermione lambendo todo o seu pau. Teve que se segurar nas paredes para não cair. Sentia seu pau sendo engolido por duas bocas, uma em seguida da outra e quando seu pau estava dentro da boca de Harry, Hermione enfiava a sua língua no meio e quando trocavam, Harry fazia o mesmo.
Mas chegou um ponto que não agüentou e deslizou deitando na cerâmica fria do banheiro. Enquanto Hermione encontrava-se entre as pernas de Rony o chupando sem parar, Harry caíra numa posição de quatro, a bunda virada pra cara de Rony. Ron puxou a calça junto com a cueca de Harry para baixo, revelando um pênis rijo e viril, louco para ser tocado. Ron segurou firme nas pernas de Harry e as abriu passando uma delas por cima de seu peito.
-v-veeemm...Humm… pra caaa... v-vem... – Esforçou-se Rony para falar. Ele nem conseguia falar direito de tanto gemer, mas respirou fundo e fez um esforço. – Preciso... sentir seu pau... hum... na minha boca! – Disse num fôlego só.
Harry sentiu seu pênis latejar só com o pedido. Chegou um pouco para trás, já estava na posição perfeita. Rony alcançou o pau de Harry e o abocanhou enfiando ele de uma vez só dentro de sua boca. Harry chupava Rony enquanto ele o chupava também. Era uma troca inexplicável de sensações. Depois de um tempo, os dois já estavam arrancando suas roupas do corpo e ficando completamente pelados. Os três uniformes de Hogwarts encontravam-se espalhados e misturados pelo chão. Eles se beijavam e se tocavam ao mesmo tempo. Três bocas beijavam-se juntas, as três línguas se tocavam ao mesmo tempo, e os três corpos se entrelaçavam deitados no chão, ardendo em prazer. Agora eram Rony e Hermione que chupavam Harry, que ficara com o pau ainda mais duro ao sentir as duas bocas o devorando.
Harry também não agüentava ficar com a boca longe do sexo de Rony por muito tempo, e toda vez que Ron e Mione o chupavam, ele abocanhava o pau de Ron, e Mione o acompanhava fazendo o mesmo. Mas Harry de repente parou, Mione parou logo em seguida para ouvir o que Harry tinha a dizer.
-Ai, Ron, preciso sentir você dentro de mim... – Disse ainda roçando levemente seus lábios avermelhados na cabeça do pau do amigo.
-Eu já estou... – Disse Rony enfiando o pau dentro da boca de Harry. Harry deu uma sugada e depois continuou:
-Eu falo dentro, dentro do meu corpo... quero te sentir inteiro me penetrando... – Gemeu Harry enquanto descontroladamente masturbava Rony e Mione ao mesmo tempo, enfiando o dedo dentro da garota.
Ron se arrepiou inteiro e, um pouco desajeitado, virou Harry de bruços. Segurou seu sexo e começou a roçar na bunda de Harry.
-Ai, Ron... ai... por favor...
Mas Ron olhou para Mione nua, as pernas abertas para eles dois. Rony não hesitou em introduzir seu pênis em Mione, que gritou de prazer. Mas não era que não estivesse querendo Harry, pelo contrário, o desejava mais do que nunca. Simplesmente sentiu vontade de comer Mione primeiro, sentir todas as sensações que sabia que sua amada lhe proporcionava, ao mesmo tempo que sentia que o líquido da garota iria lubrificar seu pênis o suficiente para entrar em Harry.
Harry gemia ao ver Ron penetrando Hermione, desejava ferozmente estar no lugar dela. Rony sentiu seu membro latejando com os gemidos de Harry e de Hermione que tomavam conta de todo o lugar. Ele fez Mione ter um orgasmo, mas se segurou para não gozar. Em seguida, a soltou e foi até Harry. Começou a roçar seu pênis no ânus de Harry, que começou a rebolar levemente.
-Ai, Ron, enfia... enfia... Ai, Ron...
Ron ouvia os gemidos de Harry e queria mais, desejava e ansiava por mais. Forçou seu pênis para dentro de Harry que deu um grito. Rony segurou os braços de seu garoto com força prendendo-o imóvel no chão. Ele roçou mais uma vez a cabeça de seu pênis no ânus de Harry antes de introduzir mais uma vez.
-Enfia mais...mais!
Rony deu uma estocada, Harry gritou mais forte. Ron deitou em cima de Harry enquanto introduzia seu pênis sem parar dentro dele, que urrava de tanto prazer e amor misturados com uma dor, não uma dor ruim, mas uma dor gostosa de sentir, por mais que fosse insuportável. Estava entregue, totalmente entregue ao seu amor que o possuía desejando-o tanto quanto ele o desejava. Ron masturbava o pênis de Harry enquanto penetrava ele profundamente. Os dois chegaram ao clímax quase juntos e tiveram um orgasmo extremamente forte. Continuaram abraçados, imóveis durante um tempo.
-Te amo... – Gemeu Harry enquanto abraçava Rony.
Harry, Rony e Hermione se abraçaram. Depois que os garotos já estavam descansados, Hermione voltou a acariciá-los, e os dois corresponderam acariciando-a também.
-Por que agora vocês não trocam?
-Hein? – perguntou Ron.
-Deixa o Harry fazer em você...
Hermione apanhou sua varinha e a apontou pro sexo de Ron murmurando um feitiço. O pênis de Rony ficou todo limpo no mesmo instante. Em seguida, Mione murmurou outro feitiço, e desta vez o pênis de Rony ficou tão duro quanto estava antes e ele sentiu um arrepio tão forte que todo o frenesi em que estava há minutos atrás tomou conta do seu corpo novamente. Ele sentiu sua energia ir tomando conta de todo o seu corpo aos poucos.
-Uau! – Exclamou ele. – Você às vezes me assusta. É brilhante, mas me assusta. Hum, parece que vou falar isso pelo resto da minha vida...
Hermione lançou os mesmos feitiços no pênis de Harry. Rony e Harry já estavam duros novamente. Harry para puder conseguir penetrar em Rony, de forma que não fosse tão dolorida, teria que transar com Hermione. E ele ficou fascinado com a idéia, pois afinal era virgem e louco para comer sua melhor amiga. Ele subiu as mãos pelas pernas de Mione e a tocou, em seguida aproximou-se com a boca e a beijou, os lábios na intimidade da menina. Mione se contorceu ao sentir também a língua de Rony junto com a de Harry lambendo seu sexo. Harry a puxou para cima fazendo-a ficar de pé. Ele a puxou com força abrindo as pernas da garota fazendo com que ela enlaçasse seu corpo com as pernas. Rony foi para trás dela. Os dois garotos a apertaram entre eles. Harry e Ron trocaram olhares safados. Ela teve vontade de gritar quando sentiu o que eles iriam fazer com ela. Os dois suspenderam ela fazendo-a abrir mais as pernas. Harry começou a penetrar Hermione pela frente, enquanto Rony roçava seu pau na entrada do ânus da garota. Ela começou a tremer, sentia medo e ao mesmo tempo um tesão insuportável. Em seguida Rony começou a forçar mais, enfiando seu pau dentro dela também. Os dois estavam enfiando nela ao mesmo tempo. Hermione gritava muito ao sentir Harry e Rony dentro dela. Ela rebolava entre eles, seu corpo tremendo inteiro, sentindo ondas de excitação passando como fogo através de todo o seu ser. Os garotos a penetravam profundamente. Ela então sentiu o orgasmo mais forte, mais longo e mais profundo que uma garota poderia sentir. Eles a colocaram deitada no chão, ela parecia não ter forças nem para se mexer. Os dois ainda estavam duros e ainda mais excitados depois de terem comido Hermione daquele jeito.
Harry beijou Rony furiosamente e depois o fez ficar de quatro no chão. Harry dava longas e profundas estocadas enfiando em Rony sem piedade. Ron gemia e se contorcia embaixo dele. Ao mesmo tempo que Harry enfiava, masturbava Rony com sua mão. E Hermione, mesmo sentindo-se arrombada e exausta, não resistiu ao ver a cena e deu um jeito de conseguir chupar Rony enquanto Harry continuava fudendo com ele. Rony gozou pelo pau e pelo cu, soltando o jato de gozo dentro da boca de Hermione enquanto gritava de prazer. Harry gozou enquanto Rony ainda sentia seu orgasmo, que fora tão profundo que durou tempo o suficiente para Harry gozar.
Os três caíram deitados no chão exaustos. Entrelaçaram seus corpos nus e ficaram imóveis. Pegaram no sono sentindo o amor tomar os seus corações e suas almas. Quando acordaram muitas horas depois, sorriram um para o outro e se beijaram. Sabiam que nunca estiveram tão unidos quanto agora e nunca haviam sentido um carinho tão forte um pelo outro. Aquilo tudo significava o início de uma amizade e união ainda mais fortes, algo que nenhum Lord Voldemort iria conseguir destruir. Sabiam que nada no mundo iria separá-los.


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Malfeito feito.

Comentem!!!

Thursday, June 23, 2005


Que fanart fofa! Peguei no site http://www.semanariodasbruxasfanarts.vilabol.uol.com.br
Posted by Hello

Sunday, June 19, 2005

O Que Não se Conta nos Livros- Cap5

Capítulo5: Primeira Vez

Hermione estava entrando no salão principal para tomar café da manhã. Estava sozinha quando ouviu umas meninas falando na mesa da Corvinal:
-Sabe aquele ruivo da Grifinória que anda sempre com o Harry Potter?
-Sei, nossa, ele tá um gato...
Hermione parou atrás das garotas já vermelha de ciúmes e ódio.
-Eu ainda vou dar um beijo na boca dele, ah se vou... - Disse a menina na qual Rony tinha dito no outro dia que era linda. Hermione se descontrolou.
-NÃO VAI NÃO!
As garotas e muita gente no salão viraram a cabeça em direção a Hermione. A garota perguntou assustada:
-Por que não?
-Porque... Porque Rony é meu namorado!
-Ah, me desculpa, eu não sabia mesmo...-Disse a garota meio sem graça. Hermione saiu e sentou na mesa da Grifinória percebendo que muita gente tinha escutado o que ela tinha dito. Sentiu um frio horrível na barriga quando viu que Rony e Harry estavam vindo.
-Parabéns Rony! - Disseram Simas Finnigan e Dino Thomas dando tapinhas nas costas de Rony quando ele sentou ao lado de Hermione. Ela tapou o rosto entre as mãos, pois já sabia o que lhe aguardava.
-Parabéns por que? - Perguntou ele sem entender.
-Você agora tem uma namorada! - Falou Simas empolgado.
-Tenho? Estou namorando e nem fui avisado! E quem é?
-Hermione! - Exclamou Dino sem entender mais nada. Harry e Rony olharam pra Hermione e ela estava de cabeça baixa.
-Quem disse isso? - Perguntou Rony.
-Ora, ela mesma acabou de falar!
Hermione não sabia onde enfiar a cara. Rony olhou pra ela começando a corar e disse:
-Por que não me pediu antes de sair espalhando pra todo mundo?
"UAU", murmuraram os meninos que estavam na mesa. Hermione ficou sem reação, estava esperando que ele risse da cara dela ou coisa do tipo, mas ele havia mandado uma indireta, quer dizer bem direta. Ela rapidamente mudou de assunto e quis se matar por ter feito isso, "Por que não tive coragem de falar pra ele? Por que quando se trata do Rony fico agindo de maneira tão boba?" , pensou.
Rony e Hermione passaram o dia inteiro corando, pois todos estavam falando por aí que eram namorados. Rony já estava achando aquilo tudo bem constrangedor e começou a fingir que estava ficando irritado, murmurava:
-Vê se pode! Eu e Hermione, nada a ver, rá rá rá!
Harry não parava de olhar para Rony tentando imaginar a melhor forma de dizer seus sentimentos pra ele, não, não conseguia nem imaginar como seria, era loucura demais...
Os três passaram o dia muito calados e não demoraram para ir dormir naquela noite. Já passava da meia noite, Rony estava muito inquieto em sua cama. Harry estava acordado escutando a respiração do amigo. Ele notou que Rony estava ofegante. Podia sentir de longe que Rony estava excitado. Como sentia vontade de estar na cama dele...era insuportável aquela vontade que crescia em seu peito e no seu corpo...
-Rony...
-Hum...
-Rony, eu não aguento mais!
-Eu também não! - O coração de Harry disparou. Rony sentou na cama, estava suando, ele respirou fundo e continuou:
-Eu preciso ir até a Hermione!
-Hãn?
-Harry, me empresta sua capa de invisibilidade?
Harry fechou os olhos lentamente, respirou fundo sentindo a fagulha de esperança que nascera nele se esvair rapidamente. Levantou andando pesadamente em direção ao seu malão. Ele sabia que aquele era o momento que já estava pra acontecer há séculos. Ele sabia que Rony já estava pronto. Pegou a capa e entregou-a para Rony. Segurando uma lágrima no canto do olho, disse:
-Vai. E boa sorte.
Hermione estava de camisola deitada em sua cama no dormitório das meninas. Estava em um momento muito íntimo. Pensava em Rony e deslizava suas mãos pelo seu próprio corpo, segurando seus gemidos. Contorcia-se no meio dos lençóis quando de repente ouviu uma voz do lado de fora da cortina de sua cama.
-Mione! Mione!
Era a voz de Rony. Mas não podia ser! Ela respirou fundo e sentou na cama murmurando baixinho "Rony?" O cortinado abriu de repente e ela soltou um gritinho. Rony, ainda invisível pela capa tapou a boca da amiga.
-Chhh! Você não quer acordá-las, quer? - Sussurrou ele no ouvido dela. Ela continuou gritando, pois não podia vê-lo só senti-lo, o grito abafado pela mão do garoto. Rony começou a rir do susto que Hermione tomara.
-Calma, calma, sou eu debaixo da capa de invisibilidade!
Algumas meninas haviam acordado com o barulho.
-Hermione, com quem você está falando? - Murmurou Gina deitada em sua cama.
-...Com-com ninguém! Só foi um pesadelo!
Gina voltou a dormir. Rony tirou um pouco da capa para que Hermione pudesse ver seu rosto.
-Você me assustou, Rony! O que você está fazendo aqui?
-O que você estava fazendo? - Perguntou ele com um olhar safado e desconfiado notando o estado de Hermione. Ela encontrava-se suada e ofegante enrolada em bagunçados lençóis e metade de sua camisola estava desamarrada.
-NADA! - Ela gritou assustada sem se controlar, se tapando tímida com o lençol.- Quer dizer, não estava fazendo n-nada...- disse tentando parecer natural. Rony envadira sua intimidade, estava tremendo, não sabia o que mais falar.
-Vem comigo... - Falou Rony chamando ela pra debaixo da capa.
-Pra onde, Ronald? - Perguntou fingindo estar irritada com ele.
-Um lugar que a gente possa conversar, vem logo!
-Calma, deixa eu mudar de roupa!
-Tudo bem...
Ele permaneceu onde estava, ela virou de costas, mas de repente se deu conta.
-Você vai ficar parado aí? Sai! Me espera na sala comunal.
-Tá bem.- Ele se cobriu com a capa, mas permaneceu no mesmo lugar.
-Como vou saber se você saiu mesmo daí?
-Ah, não é justo. Você já me viu sem roupa e eu não posso dar o troco?
Hermione olhou perplexa.
-Tudo bem, eu saio. Só queria que você entendesse como é sentir a vergonha que senti naquele dia...
Nem precisava, ela já estava morrendo de vergonha só em ouvir ele falar isso. Ela virou de costas e começou a descer a alça da camisola, os cabelos dela cairam sensualmente sobre suas costas nua. Rony respirou forte, quase gemendo.
-Rony! Eu sei que você está aí, posso ouvir sua respiração.
-OK, me encontra na sala comunal.
Ele desceu para a sala comunal, mas Hermione continuou insegura sem saber se ele estava espiando ela ou não. Rony ria por dentro pois sabia que ela ia ficar confusa sem saber se ele ainda estava lá olhando pra ela. Trocou a roupa o mais depressa que pôde e desceu as escadas do dormitório para se encontrar com Rony.
Ele estava sentado numa poltrona próxima a lareira. Rony sentiu algo pulsar dentro de si ao ver Hermione se aproximando.
-Me segue.- Disse ele levantando e cobrindo ele e ela com a capa.
Os dois foram andando pelo castelo em silêncio.
-Ai, Rony! Pisou no meu pé! - Disse Hermione com o tom de voz um pouco elevado.
-Chhhh! -Rony tapou a boca da amiga e sussurrou um "desculpe" encostando os lábios em sua orelha. Ela sentiu um arrepio, mas parou de andar ao perceber que Rony estava a levando pro saguão de entrada.
-Ronald! Nós vamos sair do castelo? Está louco?
-Você não confia em mim, né... Vamos.- Disse olhando nos olhos dela. Eles estavam muito próximos, apertados na capa e sentiam o calor do corpo um do outro. Estavam se encostando, seus rostos próximos demais.
-Como você fez pra entrar no dormitório das meninas? Podia ter sido pego!
-Entrei escondido com a capa, esperei umas meninas que estavam indo pra lá e na hora passei de fininho junto com elas quando abriram a porta.
-Por que você tá se arriscando tanto? Aconteceu alguma coisa grave?
-Não.
-Então por que está me trazendo aqui? E se formos pegos?
-Ah, você só sabe falar isso?
Os dois continuaram andando em silêncio. Agora já haviam passado da cabana do Hagrid, estavam do outro lado da orla da floresta, andando em volta do lago. Passaram um tempo caminhando, escutando o silêncio da noite. Rony parou atrás de uma grande rocha, era um lugar extremamente deserto e escuro. Ele tirou a capa de cima deles e olhou em volta.
-Bom, chegamos.
-E...
-E?
-Fala...- Pediu Hermione nervosa. Os dois se olharam. Rony respirou fundo e começou:
-Que história é essa de sair espalhando pra todo mundo que somos namorados?
-Ah, você me trouxe até aqui só pra discutir?
-Não estou entendendo nada, você deve ser mesmo louca... Eu sei que você namora aquele idiota do Vítor Krum! Li nas suas cartas!
-Ai, de novo isso? Pra começar ele não é nenhum idiota!
-AH, VAI FICAR DEFENDENDO, VAI?
-CALA A BOCA! E SEGUNDO: NÃO! ELE NÃO É MEU NAMORADO, NUNCA FOI!
-VOCÊ JÁ BEIJOU ELE?
-NÃO, NUNCA BEIJEI NINGUÉM! ALIÁS, NADA DISSO TE INTERESSA! POR QUE VOCÊ SE IMPORTA TANTO COM ISSO?
-O QUE QUE VOCÊ ACHA?
Os dois se olharam um tempo em silêncio.
-Eu não acredito que a gente está se arriscando só pra ter mais uma de nossas brigas infantis! - Reclamou Hermione.
-Nós não somos mais crianças! Por que não paramos logo com tudo isso? Eu não aguento mais! Foi por isso que te trouxe até aqui!
-Rony, você mudou tanto...
-E VOCÊ SÓ FOI NOTAR ISSO AGORA!
-PARA DE GRITAR COMIGO!
Ele não suportou mais, não podia mais reprimir todo o desejo que pulsava dentro de si. Puxou Hermione para perto dele, tão perto de uma forma que eles nunca tinham estado antes. Ela sentiu a língua de Rony penetrando sua boca, finalmente podia sentir seu gosto, sua pele, sentir todo o corpo dele... era inexplicável a sensação de sentir um ao outro daquele jeito. Sentir as mãos deslizarem pelo corpo, sentir cada parte do corpo, cada sensação, e a vergonha gostosa de estarem fazendo aquilo tudo pela primeira vez. Eles não podiam mais segurar seus gemidos de prazer, não aguentavam mais sentir tanto tesão um pelo outro. Sentiram a vergonha indo embora e o tesão aumentar de uma forma que nunca tinham imaginado. Rony enfiou suas mãos por de baixo da saia de Hermione e arrancou sua calcinha. Ele se jogou de joelhos na frente dela e suspendeu sua saia.
Ela sentiu a quentura de seus lábios e gritou. Se contorceu e se segurou para não cair no chão. Sentia a língua dele penetrando o seu corpo. Ele despiu ela da saia e depois da blusa deixando-a totalmente nua. Ela arrancou a roupa dele em um só impulso, precisava vê-lo, senti-lo, pois havia reprimido seu desejo há muito tempo e não suportava mais. Ela ajoelhou na frente dele, segurou o pênis de Rony e enfiou na boca... Rony gemeu e se contorceu, aquilo era uma sensação inexplicável. Depois de sentir Hermione o chupando, ele a puxou e a beijou mais forte do que nunca. Hermione abriu as pernas em volta do corpo de Rony o apertando, desejando que ele a penetrasse. Ele a segurou firme e a colocou de quatro no chão.
-Me come, Ron...por favor...me fode, me fode!
Rony segurou o quadril dela e de um jeito suave enfiou a cabeça de seu pênis na vagina da garota. Ela gritou. Depois deu uma estocada, depois outra e mais outra até ficar cada vez mais rápido e mais rápido, sem parar... sem parar, até seus gritos de prazer se perderem pelo silêncio da noite.
Eles acordaram no dia seguinte, pelados um em cima do outro.
-AH! Já amanheceu! Ron! Temos que ir!
-Como você pode ser tão linda? - Disse olhando algumas luzes do sol sobre o corpo nu de Hermione.
-Me dá minhas roupas antes que alguém nos veja, anda! - Pediu Hermione sem conter risos de felicidade ao falar com ele. Eles vestiram suas roupas e depois se beijaram profundamente.
-Eu te amo, Mione...
-Também te amo, Rony...

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Aí foi o meu capítulo Ron/Mione, eles são lindos... enfim, devo demorar mais um pouquinho pra postar o Cap6 pq ainda to terminando ele (há séculos!), é q me distrai dele escrevendo minha Harry/Draco (Propagandinha...hehehe), mas estou terminando afinal ele já tá pronto dentro da minha beça desde mt tempo atrás numa galáxia muito distante... hehe brincadeirinha! Mas não vou demorar muito! Beijinhoooos!!!